Black Mirror – 4×02 – Arkanjel | Crítica

Quais limites devem ser impostas na criação? Como é criar adequadamente um filho? A superproteção é saudável? Arkangel trás todos esses questionamentos em mais um grande episódio de Black Mirror. No episódio, uma nova tecnologia permite você controlar tudo que seu filho vê e ouve, é um sistema operacional na cabeça do seu filho com controle parental.

É inegável que somos compostos por nossas experiências sociais, seja com pessoas ou com ambientes, precisamos do medo para saber o que é perigoso, precisamos do amor para saber o que é empatia, e todos esses eventos vão compondo nossa visão de mundo. Quando o cuidado passa a ser obsessivo a ponto de impedir contato direto com algumas situações, a infância é prejudicada.

Em Arkanjel, a mãe de Sara adquire essa tecnologia e passa a controlar tudo na vida da filha até um momento que ela tem uma espécie de surto e a mãe para de usar o aparelho. Os tempos passam e a fase mais preocupante para os pais chega:  a adolescência, fase das experiências de todo ser humano. Com receio, a mãe volta a utilizar a tecnologia que se encontra dentro da filha, não aceitando suas escolhas e até agindo para que ela siga os seus rumos de controle. A mãe tinha um nível de controle tão abusivo perante a filha, que não conseguia deixar de vigia-la novamente.

O problema está aí, até que ponto vai o controle? Devemos trilhar nossos caminhos sozinhos, com nossas próprias experiências e escolhas. Aconselhamento não é o mesmo que obsessão por segurança. O episódio gira em torno desses acontecimentos, até sua temível conclusão, se tornando até meio gore no final, e um pouco desnecessário. Mas a direção de Jodie Foster não decepciona e Arkanjel é uma ótima lição sobre controle obsessivo.

Black Mirror - 4x02 - Arkanjel | Crítica

8

Nota

8.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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