outubro 29, 2020

Black Mirror – 4×02 – Arkanjel | Crítica

Quais limites devem ser impostas na criação? Como é criar adequadamente um filho? A superproteção é saudável? Arkangel trás todos esses questionamentos em mais um grande episódio de Black Mirror. No episódio, uma nova tecnologia permite você controlar tudo que seu filho vê e ouve, é um sistema operacional na cabeça do seu filho com controle parental.

É inegável que somos compostos por nossas experiências sociais, seja com pessoas ou com ambientes, precisamos do medo para saber o que é perigoso, precisamos do amor para saber o que é empatia, e todos esses eventos vão compondo nossa visão de mundo. Quando o cuidado passa a ser obsessivo a ponto de impedir contato direto com algumas situações, a infância é prejudicada.

Em Arkanjel, a mãe de Sara adquire essa tecnologia e passa a controlar tudo na vida da filha até um momento que ela tem uma espécie de surto e a mãe para de usar o aparelho. Os tempos passam e a fase mais preocupante para os pais chega:  a adolescência, fase das experiências de todo ser humano. Com receio, a mãe volta a utilizar a tecnologia que se encontra dentro da filha, não aceitando suas escolhas e até agindo para que ela siga os seus rumos de controle. A mãe tinha um nível de controle tão abusivo perante a filha, que não conseguia deixar de vigia-la novamente.

O problema está aí, até que ponto vai o controle? Devemos trilhar nossos caminhos sozinhos, com nossas próprias experiências e escolhas. Aconselhamento não é o mesmo que obsessão por segurança. O episódio gira em torno desses acontecimentos, até sua temível conclusão, se tornando até meio gore no final, e um pouco desnecessário. Mas a direção de Jodie Foster não decepciona e Arkanjel é uma ótima lição sobre controle obsessivo.

Black Mirror - 4x02 - Arkanjel | Crítica

8

Nota

8.0/10
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