Black Mirror – 4×06 – Black Museum | Crítica

No encerramento da temporada, Black Museum chega como um “contos de Black Mirror” para instigar mais o público e ser mais um episódio grandioso. Na trama, uma viajante encontra o Black Museum, que contém artefatos de cenas de crime, onde cada artefato esconde uma história macabra. Na trama central, Letitia Wright e Douglas Hodge vivem a visitante e o dono do local, respectivamente, enquanto ele conta as histórias que ficam em segundo plano sem perder a importância, mas que dariam episódios completos de Black Mirror.

O episódio remete ao antigo Contos da Cripta, e o dono vivido por Douglas Hodge, é uma espécie de Guardião da Cripta, que conta desde o começo da história, até as questões morais das tecnologias usadas, com uma pitada de humor sutil. Black Museum, mais uma vez, discute todos os perigos de mesclar tecnologia com o sistema imunológico e o próprio sentimento de perda e privacidade.

Sendo a primeira história, a de um médico que é cobaia de uma tecnologia nova que o permite sentir tudo que seus pacientes sentem, entregando diagnósticos exatos. E a segunda de uma esposa que fica em coma depois de um acidente, enquanto o marido aceita o teste de enviar e compartilhar a consciência dela em seu próprio corpo, onde ela poderia sentir tudo que ele sentisse. São histórias interessantíssimas com conclusões dignas da série.

Somos presenteados com três episódios em um, onde a história central brilha, trazendo outra reviravolta sem desrespeitar o público, e um sentimento de vingança. Somos levados a questionar o quanto o ser humano se diverte com o sofrimento alheio e o quanto o lucro vale mais que questões morais. Além disso, o episódio trás easter eggs de todos os outros episódios da série e cabe ao público tentar identificar cada um.

Não quero me alongar, pois falar mais é entregar mais, e esse episódio é do tipo que precisa de uma experiência completa e inédita, sendo um dos episódios mais criativos de toda série. Com atuações e direção firme, Black Museum trás uma resolução e suspense dignas de uma série como Black Mirror.

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Black Mirror - 4x06 - Black Museum | Crítica

10

Nota

10.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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