Black Mirror – 4×04 – Hang the DJ | Crítica

Quantos matchs você já teve hoje? Quantos encontros ou relacionamentos nós passamos para encontrar a grande pessoa amada? As vezes duram horas, meses, anos, mas nunca nada é certo ou garantido até a chegada da pessoa que você passará o resto da sua vida. Hang the DJ é mais um grande episódio de Black Mirror.

Explorando mais uma vez a questão dos relacionamentos, Hang the DJ é o que mais se aproxima de San Junipero, e é um grande misto de sentimentos e identificação. Na trama, existe um aplicativo que trás o seu relacionamento “definitivo” com base em outros relacionamentos de algumas horas ou alguns meses. O episódio mostra o quanto somos levados por aplicativos de relacionamentos que tentam ditar com quem nós “combinamos”, trazendo uma poderosa relação com os relacionamentos passageiros.

O casal protagonista tem suas vidas balançadas a cada escolha de relacionamento que o aplicativo faz, onde a conselheira dá apenas uma resposta: “tudo tem um propósito”. Depois de uma breve experiência juntos, Amy acaba passando por vários relacionamentos curtos enquanto Frank fica preso em um relacionamento longo, chato e com pouquíssima química.

É perceptível o quanto eles tendem a dar certo e chegamos a torcer pra que eles voltem e consigam ficar juntos. Mas aparentemente, eles não tem livre arbítrio fora da programação.

O episódio explora desde a união até as fases ruins, enquanto nos ensina o quanto pode ser prejudicial se agarrar somente ao que aplicativos de relacionamentos nos mostram na tela. A identificação é imediata, quantas vezes nos perguntamos o quanto aquilo poderia durar? O episódio bota em cheque como podemos nos perder dentro das dúvidas que nos cercam.

E como é de se esperar, Black Mirror tem seu próprio jeito de encerrar seus episódios.

Black Mirror - 4x04 - Hang the DJ | Crítica

10

Nota

10.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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