agosto 14, 2020

Black Mirror – 4×04 – Hang the DJ | Crítica

Quantos matchs você já teve hoje? Quantos encontros ou relacionamentos nós passamos para encontrar a grande pessoa amada? As vezes duram horas, meses, anos, mas nunca nada é certo ou garantido até a chegada da pessoa que você passará o resto da sua vida. Hang the DJ é mais um grande episódio de Black Mirror.

Explorando mais uma vez a questão dos relacionamentos, Hang the DJ é o que mais se aproxima de San Junipero, e é um grande misto de sentimentos e identificação. Na trama, existe um aplicativo que trás o seu relacionamento “definitivo” com base em outros relacionamentos de algumas horas ou alguns meses. O episódio mostra o quanto somos levados por aplicativos de relacionamentos que tentam ditar com quem nós “combinamos”, trazendo uma poderosa relação com os relacionamentos passageiros.

O casal protagonista tem suas vidas balançadas a cada escolha de relacionamento que o aplicativo faz, onde a conselheira dá apenas uma resposta: “tudo tem um propósito”. Depois de uma breve experiência juntos, Amy acaba passando por vários relacionamentos curtos enquanto Frank fica preso em um relacionamento longo, chato e com pouquíssima química.

É perceptível o quanto eles tendem a dar certo e chegamos a torcer pra que eles voltem e consigam ficar juntos. Mas aparentemente, eles não tem livre arbítrio fora da programação.

O episódio explora desde a união até as fases ruins, enquanto nos ensina o quanto pode ser prejudicial se agarrar somente ao que aplicativos de relacionamentos nos mostram na tela. A identificação é imediata, quantas vezes nos perguntamos o quanto aquilo poderia durar? O episódio bota em cheque como podemos nos perder dentro das dúvidas que nos cercam.

E como é de se esperar, Black Mirror tem seu próprio jeito de encerrar seus episódios.

Black Mirror - 4x04 - Hang the DJ | Crítica

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