Black Mirror – 4×05 – Metalhead | Crítica

A Rebelião das Máquinas. Black Mirror consegue muito bem mesclar o quanto a tecnologia pode ser usada de forma prejudicial para o ser humano com o quanto doentia por ser a mente das pessoas. Em Metalhead, temos um futuro onde as máquinas parecem tão avançadas que só tem o objetivo de destruir a humanidade, típico de Exterminador do Futuro ou outras ficções pós-apocalípticas.

Na trama, três pessoas partem em uma missão de recuperar um objeto de um armazém que era muito importante, mas são surpreendidos por uma espécie de máquina que se movimenta como um cachorro, deixando apenas uma sobrevivente.

O problema é que Metalhead não é um episódio do estilo de Black Mirror, não encontramos nenhuma reflexão ou analogia com nada, é apenas um jogo de perseguição entre humano e máquina. Mais um jogo de gato e rato. Sendo mais um desperdício de material do que um episódio digno do catálogo, onde poderia se encaixar em qualquer outra série de ficção.

O visual em preto e branco é interessante, torna a visão em primeira pessoa da máquina funcional e intrigante de acompanhar, mas volto a ressaltar, é um desperdício de material se tratando de uma série como essa. O recado que sobre é o de sempre com gêneros como esse; evoluímos tanto e usamos de forma tão errada a tecnologia que ela se voltou contra nós, ressaltando o destino do ser humano com seu ego inacabável.

O caminho até a resolução pode até ser interessante para alguns, a perseguição é intensa e cada parada para respirar é um momento de tensão, mas quando revelado o conteúdo da caixa, o episódio cai muito de qualidade, apesar do valor simbólico, não justifica a perda de três vidas num futuro distópico. Metalhead tem um bom conceito, mas não é nada além de um episódio que poderia facilmente ser descartado.

Black Mirror - 4x05 - Metalhead | Crítica

4

Nota

4.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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