Capitão América: Guerra Civil (Civil War, 2016) | Revisão

Uma das sagas mais famosas da Marvel nos quadrinhos, foram os eventos de Guerra Civil, onde a promessa seria ver todos os heróis da Marvel colocando seus ideais na mesa, e entrando em conflito por causa deles. Vou arriscar afirmando que essa foi a adaptação mais difícil nos cinemas da Marvel, pela quantidade de heróis apresentados, que era inferior a toda imensidão de heróis dos quadrinhos. E por não ter como apresentar outros conceitos que foram muito bem explorados nas páginas, que infelizmente ficaram de fora. Adicionar o Homem-Aranha foi uma boa sacada, mas o peso que o Quarteto Fantástico tem na história, também seria importante.

A volta da dupla de sucesso, os Irmãos Russo, para sequência de Soldado Invernal, é uma ótima forma de mostrar que a Marvel valorizou o trabalho que os dois fizeram no filme anterior, e não teria escolha melhor que eles para o segundo grande evento da produtora. A verdade é que precisaria coragem para explorar alguns conceitos do filme, e tentar aprofunda-los.

Guerra Civil segue mostrando uma missão dos Vingadores, que acaba dando errado, e gerando uma intervenção do governo, que pretende por uma ordem de registro nos heróis, gerando o início do conflito. Toda a trama de discussão dos heróis sobre assinar ou não assinar é trabalhada em uma ótima cena, onde todos ideais e inseguranças são discutidos. Sendo bem justo, todo o filme é cheio de discussões que trazem mais sobre a personalidade dos personagens.

Em termos de personagens, é muito interessante ver todos reunidos novamente, quase um Vingadores 2.5, o filme consegue trabalhar boas cenas de ação, novamente nas mãos dos Irmãos Russo, toda a cena do aeroporto é muito bem coreografada, dando tempo de cena para batalhas mais centradas, e em outras com batalhas mais grandiosas, como na cena em que o Homem-Formiga fica gigante, que também é visualmente bem feito. Ainda sobre personagens, temos a primeira aparição do Homem-Aranha antes do seu filme no ano seguinte, com Tom Holland no papel, a escolha de um Peter mais novo, e um pouco mais inocente é muito boa, e trouxe novas possibilidades para seu filme solo. E como nos quadrinhos, ele segue ao lado de Tony Stark na primeira batalha. Por outro lado, tivemos T’Challa, o Pantera Negra, com a mesma promessa de ter seu filme solo, dois anos depois, e uma boa escolha no ator, Chadwick Boseman. O Pantera Negra com certeza roubou a cena no filme, e foi um dos personagens mais bem aceitos na trama e pelo público, com um arco dramático, que tem uma resolução belíssima ao final do filme.

Em termos de vilão, esse filme peca demais, o Barão Zemo não convenceu os fãs, sendo apenas uma espécie de Lex Luthor ruim, que tramou todas as etapas para os embates dos heróis, perdendo um pouco de peso no seu drama particular, sendo mais aceitável toda a trama de Guerra Civil sem ele. Por mais que Guerra Civil seja um ótimo filme, seus erros acabam fazendo o filme perder seu peso. Por exemplo, a batalha do aeroporto é gerada pelo conflito de ideais, porém há um receito e pedidos de desculpas a cada golpe dado, isso perde o peso do conflito, e como  muitos dizem, parece mais uma briga na hora do recreio. Tony Stark, mais uma vez, tenta impor seus ideais acima dos outros, e com as piores motivações possíveis, afinal, seu amor pelos pais nunca foi seu forte, pelo menos Robert Downey Jr. se esforça o máximo para demonstrar isso.

Por mais que Guerra Civil escorregue em alguns pontos, no final, é um dos melhores filmes da Marvel, capturando um pouco da essência do que foi esse grande arco dos quadrinhos e trazendo um pouco de caos para o universo Marvel, com a separação dos heróis, que afetará nos eventos de Guerra Infinita.

Capitão América: Guerra Civil (Civil War, 2016) | Crítica

  • Duração: 2h26 min.
  • Direção: Anthony Russo , Joe Russo
  • Roteiro: Christopher Markus , Stephen McFeely
  • Elenco: Chris Evans , Robert Downey Jr. , Chadwick Boseman , Anthony Mackie , Scarlett Johansson

Capitão América: Guerra Civil (Civil War, 2016) | Crítica

8

Nota

8.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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