Kingsman: O Círculo Dourado (The Golden Circle, 2017) | Crítica

Quando eu comecei a ver filmes, eu não era de notar a importância das continuações, o quanto elas poderiam agregar para a franquia que o filme estaria se tornando, ou para a mitologia do filme. Jon Wick 2 foi a única continuação que não me decepcionou esse ano, trouxe de volta o personagem, e inovou tanto no estilo das cenas de ação, quanto na parte visual do filme. A cena da troca de tiros nos túneis é incrível. Mas isso é um outro assunto, para outra crítica.

Depois de um grandioso ataque de mísseis, a Kingsman é quase destruída, que conta apenas com Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) como sobreviventes. Em busca de ajuda, eles partem para os Estados Unidos à procura da Statesman, uma organização secreta de espionagem. Juntos, eles precisam unir forças contra a grande responsável pelo ataque: Poppy (Julianne Moore), a maior traficante de drogas da atualidade, que elabora um plano para sair do anonimato.

Ok, as repetições na história ficam claras a partir do momento que você conhece a grande vilã do filme, porém, realmente precisava de outra ameaça global? Eu entendo a necessidade de criar vilões diferentes paras os filmes de ação, vilões caricatos e psicopatas, algo que foi muito bem representado por Samuel L. Jackson no primeiro filme. Acompanhado de uma perigosa Sofia Boutella com suas “agulhas/espadas” no lugar das pernas. Mas se você repete isso, e só troca para uma vilã que tem cachorros robôs em vez de ter um exército? É no mínimo ter preguiça de escrever uma vilã melhor.

kingsman

O Círculo Dourado tem uma introdução falha, deixando vários talentos apenas atrás de mesas e em segundo plano. Channing Tatum, que tem uma boa cena de luta, mal aparece, Jeff Bridges, Julianne Moore e Halle Berry ficam em segundo plano, podendo facilmente ser substituídos por outros atores. Mas eu chego a entender, é simbólico trazer esses atores para representar os EUA e os Statesman. Jeff Bridges é quase um símbolo de Cowboy raiz no filme – que por sinal eu gostei bastante da introdução e da parceria deles – fora a própria representação deles de Donald Trump, a qual eu adorei, pois foi uma boa piada introduzida para se representar a situação do atual governo dos EUA.

O que me entristece nesse novo Kingsman, são suas escolhas de roteiro. A volta de Colin Firth para franquia é dispensável, e a morte de Merlin foi desnecessária, o agente que nunca foi para campo, e justamente no dia de sua grande missão, é morto por uma mina terrestre? WHAT?. No mínimo esse personagem tão importante merecia uma morte mais “honrosa”. E por que um agente da Statsman se voltaria contra o mundo que jurou proteger, só por causa de vingança de um caso isolado? Me parece mais uma desculpa para tentar emular a cena da igreja do primeiro filme, que por sinal, nenhuma ação no novo conseguiu se igualar.

Mas uma coisa é certa, Matthew Vaughn consegue filmar cenas de ação incríveis, ele te deixa acompanhar cada movimento, cada soco, cada tiro, cada mini ataque e defesa. Algo que elogiei muito em Jon Wick e Atômica, coisa que muitos filmes de ação perderam durante os anos. Visualmente, o filme te entrega tudo do primeiro, uma ou outra cena inova, e acaba se tornando mais do mesmo.

Kingsman, chegou com grande estilo nas telonas, mas deu uma bela tropeça nesse seu segundo filme, assim como Guardiões tropeçou, mas espero que no terceiro – que com certeza vai acontecer – eles percebam os erros que cometeram e consigam evoluir, pois todo filme de espionagem merece ser visto. Pelo menos esse diverte em alguns momentos.

PS: Elton John lutando é a melhor coisa do filme!!! É quase protagonista!

  • Duração: 135 min.
  • Direção: Matthew Vaughn
  • Roteiro: Jane Goldman , Matthew Vaughn
  • Elenco: Taron Egerton , Mark Strong , Halle Berry , Julianne Moore , Colin Firth , Pedro Pascal ,Elton John

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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