Deadpool (2016) | Crítica

Depois do fracasso de X-men Origins: Wolverine, em que vimos a primeira versão do Deadpool nos cinemas interpretado pelo mesmo Ryan Reynolds, nunca imaginaríamos uma outra tentativa da 20th Century Fox para revisitar o personagem. Foi graças a um curta-metragem animado, que veríamos o interesse, e a capacidade de introduzir – dessa vez de forma adequada – o Mercenário Tagarela nos cinemas. Em um filme solo, com o intérprete certo, e com as escolhas certas.

Trazer Ryan Reynolds de volta ao papel, era arriscado, mas corajoso, o mesmo que protagonizou o desastre no filme do Wolverine, e anos antes, no filme do Lanterna Verde, voltaria para tentar se redimir com os fãs, depois de entender o verdadeiro propósito do Mercenário, que seria dar novos suspiros e possibilidades aos filmes de heróis. Podemos admitir, que Deadpool foi o grande responsável por podermos assistir Logan, que viria um ano depois, com o sucesso de público que Deadpool proporcionou, levando em conta a classificação para maiores de 18 anos.

Deadpool trouxe a melhor forma que poderíamos ver em um filme solo com um personagem tão peculiar, uma versão exagerada e sem escrúpulos, graças a classificação. Mas além disso, com piadas muito bem colocadas, e cenas de ação interessantes. A forma não linear de contar a história também foi uma ótima escolha, apresentando do que o personagem era capaz desde os primeiros minutos, seja na ação, ou nos diálogos ácidos. Somos inseridos de cara na mente de Wade logo no início, seja pela abertura peculiar, com os nomes por trás da obra, ou pela quebra da quarta parede, essencial para o personagem.

Na trama, vemos a saga de Wade para tentar sobreviver ao câncer que invadiu severamente seu corpo, enquanto aceita entrar para um programa que prometia trazer a cura. Enquanto vemos sua ascensão com anti-herói, vemos sua busca por Ajax/Francis, principal responsável pela sua transformação. Ajax, é o típico vilão nascido para a ascensão do herói – nesse caso anti-herói-, e apenas isso, com uma das melhores cenas de morte do filme, engraçadíssima. O filme se sustenta nessa busca até o fim, depois de vermos sua transformação, voltamos a forma linear, até sua conclusão. Na conclusão que temos o primeiro deslize, tentando um terceiro ato grandioso desnecessário, e diminuindo seu ritmo

No meio de tudo isso, vemos piadas que queríamos ver a muito tempo serem feitas no universo Marvel/X-men. O humor acerta em tudo que faz. Vemos uma parte do universo X-men sendo inserido, para ter mais liberdade na sequência. Colossus e Míssil Adolescente Megasônico são duas ótimas adições no elenco para compor a trama, e demonstrar um pouco do espírito do que Charles Xavier tenta passar para seus alunos, algo completamente ironizado, de forma ótima.

Deadpool chegou para mostrar que os filmes de heróis podem ser pesados e mais aloprados, não me surpreendeu ver Thor: Ragnarok tentar o mesmo tipo de humor um ano depois. O que falta é termos uma grande evolução no prometido segundo filme, com Cable, as possibilidades são maiores e melhores. Finalmente tivemos o nosso verdadeiro Mercenário Tagarela nas telonas, p****!

Deadpool {2016} | Crítica

 

  • Duração: 108 min.
  • Direção: Tim Miller
  • Roteiro: Paul Wernick , Rhett Reese
  • Elenco: Ryan Reynolds , T.J. Miller , Ed Skrein , Morena Baccarin , Gina Carano , Andre Tricoteux , Leslie Uggams

Deadpool (2016) | Crítica

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8

Nota

8.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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