Doctor Who: Twice Upon A Time (2017) | Crítica

Quando Peter Capaldi apareceu pela primeira vez, como a 12° regeneração do Doutor, muito se duvidou de que ele era capaz de superar ou igualar o que David Tennant e Matt Smith fizeram nas regenerações anteriores, muito por ser um Doutor mais velho e até mais ranzinza, sendo assim, Capaldi tinha uma grande missão pela frente: Se tornar um grande Doutor. Twice Upon A Time prova que Capaldi não só evoluiu, mas teve um grande momento e se tornou inesquecível.

O 12° Doutor.

A 12° regeneração do Doutor era mais velha, ranzinza e até mesmo duvidosa em suas ações. Ele chegou confuso sobre quem era e o que deveria fazer até seu momento de revelação de onde viera a “escolha” do seu novo rosto e um emocionante telefonema do 11° para Clara antes de regenerar. Esse foi o começo do 12°, apesar da 8° temporada ter tido momentos ruins e um finale muito fraco em comparação com os anteriores, mas na temporada seguinte que Capaldi mostraria a que veio.

Com uma ótima 9° Temporada, novos ótimos personagens foram introduzidos, grandes episódios duplos e um misto de personalidade e carisma, uma brilhante temporada principalmente para Capaldi, que conseguiu se redimir da temporada anterior. Com grandes episódios, uma ótima resolução e uma despedida extremamente emocional de Clara Oswald que doeu em todos nós, finalmente conhecíamos o grande 12° Doutor.

Sua 10° Temporada não foi diferente, com ótimas aventuras e um finale maravilhoso, vemos sua nova companion evoluir com o nosso Doutor, e o mesmo se recusar a ter uma nova regeneração; a mudança, o medo, a despedida assolava o nosso Doutor mais uma vez, e o gancho para o especial de natal não poderia ser melhor: O encontro com o primeiro Doutor, vivido magicamente por David Bradley, era algo que deixaria qualquer Whovian empolgado.

{CONTÉM ALGUNS SPOILERS}

Twice Upon A Time

Twice Upon A Time marca a grande despedida tanto de Peter Capaldi quanto do Showrunner Steven Moffat, que comanda a série desde sua 5° temporada, além de Pearl Mackie, uma grande adição, que também se despede. Na trama, acompanhamos o 1° e o 12° Doutores, recusando suas regenerações e causando uma espécie de anomalia no tempo, levando um capitão da Primeira Guerra Mundial para o polo sul, onde os dois estão encalhados.

Não se trata de uma aventura complexa ou bem trabalha, levando o Doutor para lugares distantes no universo, mas na sua essência, é uma aventura bastante emocional e não deixa de ser tão marcante quanto as outras. Last Christmas, The Husbands of River Song – outro maravilhoso especial, com uma grande despedida – e The Return of Doctor Mysterio foram os especiais de natal que Capaldi participou anteriormente, nos levando a aventuras mais trabalhas na ação, contra grandes ameaças em outros planetas ou apenas no nosso, como foi no natal de 2016.

O especial desse ano nos trouxe uma aventura contida, retomando alguns acontecimentos de temporadas anteriores, com poucas locações e uma belíssima conclusão. Vemos dois doutores com medo do que o futuro reserva, se recusando a mudar e tentando evitar isso o máximo possível, sem precisar de um grande vilão para alcançar algum tipo de revelação. Não temos um vilão, ou um grande plano, mas sim lembranças do que aconteceu até o momento. Seja visitando um Dalek do “bem” que o 12° ajudou a criar na sua primeira temporada até um evento importante na história, quando soldados inimigos fizeram a Trégua de Natal, onde soldados alemães, ingleses e franceses decidiram parar a guerra para comemorar o natal.

A despedida do 12° Doutor não poderia ser mais bonita, do homem ranzinza que não suportava abraços ao experiente e carismático Doutor que se despede com um grande abraço em seus dois companheiros de temporada, com direito a uma última aparição de Clara, em um belíssimo e emocionante “Feliz Natal, Doutor”, recuperando suas memórias de sua grande companheira. O monólogo final, não fica atrás de nenhuma despedida anterior, deixando várias lições para o futuro.

E o futuro…

Com o anúncio de Jodie Whittaker como a nova doutora, tivemos um relance da sua personalidade com ela falando um ótimo “brilhante” quando percebe que agora é mulher, seguido de uma pequena trilha sonora de vozes femininas, lindo! Os desafios para o próximo ano serão enormes, principalmente se tratando de aceitação, com algumas reações raivosas na internet, a estranheza da TARDIS como se “expulsasse” a nova doutora, serve como uma grande – e ótima – sátira com a internet. A missão fica para  Chris Chibnall comandar os próximos anos e eu desejo muita sorte e paciência… Doctor Who, além de ser um grande entretenimento, é uma lição sobre aceitação e diversidade, coisa que muitos fãs dele ainda não aprenderam.

Twice Upon A Time (2017)

10

Nota

10.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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