Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016) | Revisão

A Marvel havia explorado o universo dos seus personagens principais, como Capitão América, Homem de Ferro e Thor, iniciando o universo cósmico acompanhado dos Guardiões da Galáxia. Faltava apenas explorar o universo místico, que traria um dos heróis mais esperados pelos fãs, o Doutor Estranho. O Doutor Stephen Strange, antes de se tornar um mestre das artes místicas, é o típico Tony Stark, egocêntrico, egoísta, trabalhando na área da saúde, como neurocirurgião, pegando apenas casos do seu maior interesse, que fossem elevar seus status no mundo.

Em apenas 10 minutos de filme, conseguimos traçar toda sua personalidade, mas não demora muito para tudo virar um caos na vida de Strange. Após sofrer um acidente grave, ele perde os movimentos das mãos, trazendo obsessão por um tratamento, uma cura, de certa forma, afinal o trabalho era tudo na sua vida. É interessante perceber o quanto o personagem é egocêntrico até nos momentos mais difíceis de sua vida, isso mostra que nem no caos ele conseguiria perceber as pessoas ao seu redor, ele precisaria se elevar, evoluir.

Sua transformação chega quando ele conhece o Kamar-Taj e sua Anciã. Levando em conta a classificação de 13 anos para o filme, observamos que um dos filmes mais pesados, com cenas pesadas – a do acidente, Strange machucado e algumas cenas de ação – que funcionam na proposta do filme pela discussão sobre a morte. Os personagens estão o tempo todo no dilema de que a vida é passageira, e que o caos é um meio para conseguir a elevação; Strange precisa do caos para descobrir que é apenas um grão no meio de todo um universo expandido, e que existem mais ensinamentos que ele nem imaginaria. E a Anciã precisa do caos das artes sombrias para alongar sua vida, como forma de deixar mais ensinamentos para novos alunos, e uma proteção para o futuro.

Não há dúvidas de que Strange aprendeu, por mais que ainda tenha lapsos de sua antiga vida, sua curiosidade é a mesma de um fã que quer explorar aquele novo mundo, aprendemos com ele, vemos sua evolução, e é interessante tudo de novo que vemos em tela. O diretor explora o máximo de efeitos visuais que pode, afinal, é o melhor filme da Marvel em termos visuais, todas as cenas da dimensão espelhada são lindas e extremamente bem trabalhadas. A primeira cena da Anciã, mostrando a colisão de universos, é de se admirar.

Por mais que o filme tenha boas cenas de ação, e visuais, o filme encara algumas falhas típicas da Marvel, como piadas sem sentido ou que não encaixam depois de determinada cena. Mas o grande ponto negativo do filme, é seu vilão, apesar de Mads Milkkelsen se esforçar, Kaecilius não consegue trazer profundidade alguma ao seu arco, trata-se apenas de mais um vilão para a ascensão do herói, como vemos em Homem de Ferro, Homem Formiga, e etc. É triste, poderíamos ver algo mais elaborado, porém não é algo negativo o suficiente para desmerecer o filme.

Doutor Estranho explora bem o lado mais místico da Marvel, deixando o público curioso, e esperando por mais daquele mundo escondido, com tanto aprendizado esperando para ser descoberto. O Doutor Stephen Strange, conseguiu evoluir e perceber seu lugar no mundo, a cena final é linda. Com um ótimo elenco em mãos, cenas de ação bem trabalhadas e efeitos visuais maravilhosos, a Marvel acertou mais uma vez.

Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016) | Revisão

  • Duração: 134 min.
  • Direção: Scott Derrickson
  • Roteiro: C. Robert Cargill, Jon SpaihtsJoshua Oppenheimer, Scott Derrickson, Thomas Dean Donnelly
  • Elenco: Benedict Cumberbatch , Tilda Swinton , Chiwetel Ejiofor , Rachel McAdams , Mads Mikkelsen , Amy Landecker , Scott Adkins

Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016) | Revisão

8

Nota

8.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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