Escape Room (2019) | Crítica

Diversão juvenil que adora brincar com a sobrevivência em salas estruturalmente engenhosas e magneticamente empolgantes para quebrar o ritmo objetivo, mas pode ser uma cilada com desproveito de potencial no mistério.

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Se conta aqui sobre pessoas que tem a oportunidade de participar de uma espécie de jogo imersivo e que o prêmio para o vencedor é dez mil dólares. Zoey Davis(Taylor Russell), Ben Miller(Logan Miller), Jay Ellis(Jason Walker) vivem vidas bem distintas quando são convidados para o tal “Escape Room” por curiosidade após receberem um caixa misteriosa com o convite.

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A semelhança com o filme “Saw” para na ideia da jogabilidade, pois o propósito do “Escape Room” almeja mais intelectualidade. As caixas são testes de paciência para pessoas estagnadas e misteriosamente problemáticas. As seis pessoas são bem diferentes para as funções no jogo, funções essas que falam muito mais sobre eles do que necessariamente os provam em aplicação. É arriscado, mas o filme revela seu climax antes do tempo tentando investir no que faz aqueles personagens estarem ali que nada se justifica no prêmio de dez mil dólares, e o atrativo para que o lugar seja relevante se mostra na projeção do design de produção e efeitos especiais. Cada “Room” em si não é um desafio difícil mas carrega um mistério de alguém presente e cria uma película de memória apoiada aos flashbacks ou de grande estranhamento com o uso artificial da tecnologia dos programadores. Sem dúvida a curiosidade surge pela magia da omissão.

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Com certeza é possível prever muita coisa, ao aderir gestos de lógica apoiados até em personagens super inteligentes como Zoey, interpretada por Taylor Russell, fazem parte do processo do término das salas, no entanto de uma maneira displicente todas as cartas são jogadas na mesa, afunilando a potência do desconhecido, sobrando ainda algo que é resolvido com jeito ilógico, desproporcional até ali, incidentalmente desprazeroso para quem assiste que já sabe como parte da jornada vai acabar. O fio de esperança é que novos caminhos são traçados ainda no terceiro ato como realmente tudo vai finalizar para logo destruir expectativas a altura do que tinha sido apresentado, caindo no processo comercial do não término para sequências surgirem. Uma pena que a empatia que estava se formando pelos personagens não tão bem atuados podem ser cortadas pelo excesso de informações que na teoria definiriam novas perspectivas e personalidades, tal qual pessoas sobreviventes “obviamente” são imunes a determinadas pressões e facilmente sabem lutar.

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Algo a se acrescentar sobre as salas é como o diretor soube muito bem aproveitar o limite da realidade do cinema, apesar de não ter ajudado a fotografia a dá um tom especial, as qualidades estão nas construções, movimentos, como elas se destroem, então por outro lado fechar os planos ajuda no desespero que os personagens querem transmitir. Sobre as salas, há uma variedade de desafios e um detalhismo que ajuda muito transferir o extremo que cada espaço traz para os seis jogadores. Por exemplo, a luz e suas cores associam os sentimentos de frio, calor e até mesmo na sua variação uma psicodelia, ao mesmo tempo que os objetos deslocados e fixados ambos completam a ambientação de forma bem simples, tem efeito de compreensão do funcionamento da sala e seu perigo, mesmo que os efeitos visuais sejam perrengues. Apesar das possibilidades tecnológicas, os efeitos práticos quando bem usados criam admiração pela possibilidade inconformante da situação que é melhor não ser descrita.

Como se poder ver o cinema está para o entretenimento romano ainda e consegue dizer algo com isso do que só o pão e circo. Sem o “Escape Room” a normatividade é constante, a jogada principal é o desafio que dá coragem para os próximos inevitáveis que divertem alguém que sempre está observando. Que venha a sequência com mais salas e menos racionalização que não se sabe trabalhar.

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  • Duração: 99 min.
  • Direção: Adam Robitel
  • Roteiro: Bragi F. Schut e Maria Melnik assinam, com a história escrita por Bragi Schut.
  • Elenco: Taylor Russell, Logan Miller, Jay Ellis, Tayler Labine, Deborah Ann Woll, Nick Dodani,

4.5

Nota

4.5/10

Davi Lima

Cinéfilo, fã de Star Wars, e ainda procurando formas de ver mais filmes para aprimorar a massa crítica. Colocando a sabedoria e o equilíbrio aonde for.

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