Han Solo: Uma História Star Wars (Solo: A Star Wars Story, 2018) | Crítica

Prelúdio não é uma palavra boa para Star Wars e muito menos levando o nome de um personagem tão querido que é Han Solo, um coadjuvante que virou protagonista com outro ator. Fora acrescentar ao universo canônico definido pela Disney, a opção de contar a história como foi em outros veículos artísticos seria mais favorável.

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A história contada nesse prelúdio envolve como Han Solo(Alden Ehrenreich) descobre sua amizade com o wookie Chewbacca(Joonas Suotamo), encontra a Millenium Falcon e faz o famoso percusso de Kessel, junto com seu conhecido parceiro Lando Calrissian(Donald Glover), agora com sua droid L3-37(Phoebe Waller-Bridge) de humor ácido britânico, seu amor da juventude Qi’ra(Emilia Clarke) e seu incidente mentor chamado Beckett(Woody Harrelson), todos juntos em uma determinada missão.

O roteiro de Lawrence Kasdan e seu filho Jonathan Kasdan aposta principalmente nos bons momentos que fazem Han ser Solo, fazendo muitas referências que os fãs pegam do universo construído, e de determinada forma são mostrados com certa inventividade, mesmo sem tanta criatividade. Em torno disso o script consegue desenvolver um sentido objetivo para a história, mesmo que não aparente, pois em meio a toda as relações dos personagens que não se mostram seguir em frente, ou até mesmo nas cenas de ações cegas emocionalmente, o que surge de tudo isso é a construção do Han Solo, um vislumbre palpável do que se tornaria o grande contrabandista. De fato é o grande valor do roteiro que também apresenta esse mundo de gangsteres dúbios em suas personalidades, que aos poucos incrementam personalidade ao redor de Alden Ehrenreich, que é tratado como coadjuvante e aos poucos se torna protagonista, no melhor estilo malandro característico do personagem, sendo engraçado e implementando presença nas cenas, incomodando com uma inconveniência divertida ao melhor jeito Harrison Ford, fora os trejeitos que Alden possibilita na sua boa emulação e interpretação.

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Outro grande ponto positivo é a personagem Qi’ra que surpreendentemente Emilia Clarke domina bem. Ela se mostra conquistadora e inocente ao mesmo tempo, convencendo não apenas sozinha, mas romanticamente com Alden, graças também a ótima direção de atuação de Ron Roward. Sem as relações deles dois provavelmente não haveria uma boa personagem, pois, a construção dos dois personagens se mostra intrínseca desde do começo da jornada do filme. Sobre relações, Han e Chewbacca felizmente conseguem ter uma química que torna o vislumbre futuro deles aceitável na franquia, bem diferente do que acontece com Lando Calrissian, com pouco espaço para Donald Glover brilhar, e sua droid L3, especialmente L3 que parece fora de contexto, apenas com algumas poucas boas piadas. No acidentalmente propósito de protagonizar o coadjuvante Han Solo algumas relações importantes são mais associadas ao bom personagem Beckett, interpretado por Woody Harresson. De fato ele porta um um princípio interessante que Solo toma para se tornar mais sagaz, sem incomodar como mentor equilibrado de fato, longe disso, apenas um bom aproveitador que quer viver de roubos valorizados, deixando suas escolhas serem decididas sem tantas previsões do expectador.

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No entanto, por mais que haja erros permeando as qualidades já citadas, não se pode deixar de se falar de erros graves. O próprio Ron Roward não conseguiu com a grande regravação colocar um estilo forte no filme que não fosse Star Wars. Há pontos que percebe uma ideia típica de spin-off, principalmente com os personagens, mas o que podia-se fazer fora do roteiro visualmente não há identidade, esvaziando a necessidade do filme, fora ver Han Solo ser vislumbre de Han Solo, e ainda por cima tornando o imaginário em real de forma pouco inspirada. Falando mais do roteiro ele apresenta incosistências graves e decisões nada cuidadosas, e mesmo que que não drastifique nada também só cria observações de uma biografia simplista demais, em um filme descompromissado demais em um final transgressor demais…no cinema.

É mais um filme para dividir fãs e divertir os descompromissados apreciadores de uma aventura empolgante, porque quem é conhecedor do Han Solo e aproveita o entretenimento básico acaba por gostar, mesmo reconhecendo, sem medo, que não há nada demais no projeto. Infelizmente a indiferença incomoda a franquia Star Wars, porém há pequenos fracassos disfarçados que fazem bem para uma renovação que The Last Jedi explodiu.

 

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6

Nota

6.0/10

Davi Lima

Cinéfilo, fã de Star Wars, e ainda procurando formas de ver mais filmes para aprimorar a massa crítica. Colocando a sabedoria e o equilíbrio aonde for.

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