Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010) | Revisão

Depois de emplacar suas duas grandes apostas, e uma delas ter sido um grande sucesso, era óbvio que as continuações viriam, e o que antes era um grande tiro no escuro, começaria a se tornar realidade. Assim nasce Homem de Ferro 2, com a missão de superar o primeiro e trazer grandes evoluções para o universo, com as primeiras menções aos Vingadores.

Homem de ferro 2 inovou apenas em pequenos conceitos, que foram muito bem explorados, enquanto outros foram deixados de lado – como mero plano de fundo – para servir como um “ato final” para ter o brilho do herói, o problema dessas escolhas, é que poucas vezes elas funcionam. Sem um bom vilão, a história pode se perder facilmente.

Aproximar Tony Stark da morte, foi uma saída para justificar a volta para a sua personalidade desleixada e autodestrutiva, como o relatório final da Viúva Negra mencionaria. Um dos pontos altos do filme é esse, a tecnologia que estava salvando Tony até o final de Homem de Ferro, agora está matando ele, com a possibilidade de morte mais próxima até o meio do filme. Além disso, ele precisaria enfrentar o mundo todo querendo refazer o que ele fez dentro de uma caverna. O Homem de Ferro era cobiçado pelo mundo. E o ego de Tony Stark, ao se considerar salvador da Pátria, poderia leva-lo a morte. Pelo menos seu humor ácido não se perdeu.

Apresentando a nova ameaça, com Mickey Rourke no papel de vilão, o que parecia bem promissor, no início, mas depois seria mais do mesmo… Outro ponto alto do filme é trazer novos personagens muito bem, vemos Samuel L. Jackson como Nick Fury, agora com mais participação, e uma belíssima Viúva Negra por Scarlett Johansson. E não podemos deixar de mencionar o Máquina de Combate, a substituição de Terrence Howard por Don Cheadle não poderia ser melhor, tanto que ele não sairia mais do papel. As cenas de humor não são gratuitas e funcionam, assim como algumas de ação – a luta dos dois depois da festa é boa e até cômica – Jon Favreau filma cenas de vôo de formas diferentes, ele parece bem mais confortável.

Robert Downey Jr. dispensa comentários, mais uma vez, levando todo carisma e ego necessário para Tony, e quando necessita fazer cenas dramáticas, aí que o ator brilha. Tony Stark é um gênio, isso não se pode negar, escapando da morte com uma pequena ajuda do além, e melhorando a tecnologia que habita o meio do seu peito.

Mas nem tudo são flores para Homem de Ferro 2, apesar de grandes pontos positivos, algo me tirou completamente do filme: O vilão e a ameaça. Era mesmo necessário repetir o conceito de vilão que já tínhamos visto? Os quadrinhos estão cheios de vilões para serem melhor aproveitados, e mesmo que eles tivessem focado apenas na luta pela sobrevivência, seria muito melhor, focando mais nos personagens do filme. Mas a exigência de coisas explodindo pareceu grande, a necessidade de encher os olhos do público com coisas pelos ares, era maior.

A resolução na ação contra os robôs militares e a batalha final contra o vilão são muito simplistas, eu preferia ter visto mais 10 minutos da Viúva Negra quebrando mais capangas, que cena linda. A primeira continuação da Marvel não decepciona, mas não entrega uma história que mereça ser revista.

Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010)

  • Duração: 124 min.
  • Direção: Jon Favreau
  • Roteiro: Justin Theroux
  • Elenco: Robert Downey Jr. , Gwyneth Paltrow , Don Cheadle , Scarlett Johansson , Sam Rockwell , Mickey Rourke , Samuel L. Jackson

 

Homem de Ferro 2 (Iron Man 2, 2010) | Revisão

5

Nota

5.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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