Lady Bird – A Hora de Voar (Lady Bird, 2017) | Crítica

Não poderia começar a comentar sobre Lady Bird, sem deixar de mencionar a mestra por trás da obra: Greta Gerwig. Sou um admirador, admito, dessa atriz e roteirista, que antes de assumir a direção, já encantava as telas com belos roteiros e atuações. Depois de corroteirizar Frances Ha e Mistress America – dois filmes que eu gosto muito – junto com Noah Baumbach, seu maior parceiro. Greta parte para seu primeiro roteiro e direção solo, dando um grande passo na sua carreira. Ou seria uma boa caminhada? Rendeu 5 indicações ao Oscar!

Agora, Lady Bird tem um dos melhores trabalhos de direção de elenco do ano passado, todos os atores estão entregues em seus papéis, aproveitando para chamar os que ainda estão em ascensão, mas que já demonstraram grande talento: Saoirse Ronan, Lucas Hedges, Timothée Chalamet, são alguns exemplos. E apontando para alguns já conhecidos como Laurie Metcalf e Tracy Letts que interpretam mãe e pai da protagonista. Fora todo elenco coadjuvante, que quando tem seu tempo de tela, brilha da sua forma.

Tanto brilho tem um motivo, o roteiro é bem elaborado, sem deixar de explorar momentos chaves na história da protagonista, acompanhando toda sua trajetória até a vida adulta. E sem desperdiçar nenhum personagem, qualquer um que entre em cena, tem um objetivo e um drama que daria outro filme separado. Mais do que qualquer coisa, Lady Bird é um filme sobre amadurecimento, que transita entre escolhas, e a busca pela própria independência, mesmo que ela esteja perdida nas próprias decisões. E mesmo que seja um amadurecimento feminino, é impossível você não se identificar com as situações propostas, independente da sua opção sexual.

A história é centrada nos debates entre mãe e filha, numa complexa relação de pessoas que se amam, mas que são diferentes. Christine “Lady Bird” McPherson é extremamente firme nas suas ideias, soando muitas vezes como uma pessoa mimada, enquanto sua mãe Marion McPherson é uma pessoa dura, que quer o melhor para seus filhos, tentando guia-los do modo que achar necessário. Lady Bird é a típica adolescente que odeia tudo, desde a cidade onde vive, até o local onde estuda, e seus planos, obviamente, é de ir para as melhores faculdades, e sair da cidade o quanto antes.

Já vimos histórias assim, o cinema está cheio delas, mas tem bastante peculiaridade na forma que Greta enquadra mãe e filha nas discussões e diálogos. O filme se sustenta mais pelo texto, e conforme o tempo passa, o aprendizado vai se concretizando. O filme é claramente uma trama de deslocamento, sem exagerar nos toques de humor e de drama, quando necessários. Lady Bird é um grande presente sobre como o choque de opiniões com nossos pais é grande, o quanto a vida é um ciclo, afinal um dia nos tornaremos eles, como o final do filme supõe, e como devemos tratar nossos sonhos, sem perder o medo de voar.

Lady Bird – A Hora de Voar (Lady Bird, 2017)

  • Duração: 95 min.
  • Direção: Greta Gerwig
  • Roteiro: Greta Gerwig
  • Elenco: Saoirse Ronan , Laurie Metcalf , Tracy Letts , Lucas Hedges , Timothee Chalamet

 

Lady Bird - A Hora de Voar (Lady Bird, 2017) | Crítica

10

Nota

10.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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