Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me By Your Name, 2017) | Crítica

Em 2016, Moonlight chegava quebrando barreiras, apresentando uma história de amor ao longo do tempo, com bons personagens e um fotografia linda. Me Chame Pelo Seu Nome não chegou para superar ou se igualar a Moonlight, e sim para contar mais uma grande história de amor, isso que da gosto de assistir.

Acompanhamos Elio, um adolescente que vive num ambiente familiar pacífico, culto, com pais bem resolvidos em suas profissões, até que uma visita de Olivier balança toda sua rotina. Acompanhamos desde a curiosidade, até o primeiro contato dos dois, o impacto é imediato, e o desconforto de Elio com o visitante demonstra todo interesse e dúvida que cerca o personagem, o diálogo sobre o “até mais” é bem engraçado.

Os atores são bem importantes para estabelecer uma química, algo bem resolvido entre Thimothée e Hammer – pesquise sobre as histórias dos bastidores que é bem hilário – e estabelecem personagens carismáticos. A autodescoberta que o filme apresenta, sem barreiras, é o seu ponto mais alto, Elio se relaciona com homens, mulheres – até pêssegos – não como uma forma de saciar seu desejo por sexo, mas sim para descobrir qual o mistério envolvendo tudo isso, desfrutando da liberdade de poder aproveitar a vida, e se apaixonar.

É interessante como o filme consegue discutir aceitação, o diálogo do pai de Elio com ele é importantíssimo como um ensinamento para pais que não aceitam as opções sexuais dos filhos, é uma aula de como saber lidar com a situação. Muita gente deveria aprender com isso.

O filme além de uma história de primeiro amor, é uma grande lição sobre como aprender com relacionamentos é importante, o quanto nos deixamos levar pelas primeiras emoções e como a vida acha um jeito para resolver as coisas. A cena final é linda… E triste.

Me Chame Pelo Seu Nome foi um dos filmes mais emocionais e importantes que vi no ano passado, tendo esse clima de filme estrangeiro e uma fotografia bem plena, que te da um conforto bom em acompanhar essa história de amor.

Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me By Your Name, 2017) | Crítica

  • Duração: 133 min.
  • Direção: Luca Guadagnino
  • Roteiro: James Ivory , Luca Guadagnino , Walter Fasano
  • Elenco: Armie Hammer , Timothee Chalamet , Amira Casar

Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me By Your Name, 2017) | Crítica

10

Nota

10.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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