Nightflyers – 1° Temporada (2019) | Crítica

Lançado pelo canal Syfy e também distribuído pela Netflix, Nightflyers, adaptação do livro escrito por um aclamado George R. R. Martin, chega na Netflix com um misto de ficção científica e terror. A trama gira em torno da espaçonave Nightflyer e seus tripulantes em busca do primeiro contato alienígena, como uma esperança de salvar a terra, que está em destruição.

O vazio da imagem em destaque emula bem o que sentimos desde o primeiro episódio, estamos lidando com pessoas que deixaram tudo para trás, na promessa de um possível retorno para casa, em busca de uma salvação distante e desconhecida. Dessa forma, a série se apoia bem na viagem no decorrer dos episódios, a trajetória é interessante, conseguimos nos importar com os tripulantes e torcer por eles.

É aí que entra a personificação do medo, vemos os personagens entrando em pequenos delírios que vão evoluindo de encontro aos seus medos. Os momentos de horror da série são muito bem trabalhos, lembrando o antigo Enigma do Horizonte, onde também acompanhamos uma tripulação rumo ao desconhecido.

Mas conforme vamos vendo as revelações, a série perde um pouco do espaço do desconhecido dos horrores vistos dentro da nave, e parte para problemas familiares que podem perder a potência da trama. A série acerta no visual, toda concepção da nave, e dos elementos fora dela são lindos, vale uma menção aqui para o último episódio, onde temos um estilo visual digno de 2001: Uma Odisséia no Espaço. Um dos pontos altos é trabalhar bem a ficção com realidade.

Conseguimos bem ver como a série trata sobre família, vemos que todos os personagem estão em estado de urgência na missão, e alguns envolvidos nos seus próprios núcleos, com o passar do tempo. Não há garantias na missão, e conforme a desconfiança cresce entre eles, mais temos um clima de tensão estabelecido.

O que faltou para Nightflyers, foi deixarem a preocupação em justificar tudo ao seu redor, e se preocuparem mais com a jornada final. Cabe aos atores compensarem com bons momentos na atuação, onde precisam encarar o passado de forma dura. Vale destacar o personagem Thale, telepata que seria o único que poderia se comunicar com os alienígenas, e que se envolve com todos os acontecimentos da nave.

Nightflyers acerta bastante no horror, emulando alguns clássicos com muitas cenas gore, porém desacelera seu desenvolvimento, com episódios que poderiam ficar de fora desse primeiro ano, mas explora bem a solidão de viagens espaciais, vale a maratona.

Nightflyers - 1° Temporada (2019)| Críticas

8

Nota

8.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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