O Incrível Hulk (The Incredible Hulk, 2008) | Revisão

Adaptações de quadrinhos são complicados levando em conta que há muito material para ser revisado, uma direção a ser seguida e muitas escolhas a serem tomadas. No caso de O Incrível Hulk, não temos um filme de origem – em 2003 já tinha tudo explicadinho – e sim uma busca pelo livramento de uma maldição. Bruce Banner corre de um lado pro outro escapando do exército enquanto vive com o fardo de não poder exceder sua raiva, ao menos que queira se tornar uma máquina de destruição. Chegando meses depois que Homem de Ferro, seria mais uma aposta da Marvel em 2008.

Bruce Banner vive isolado e escondido de todos que querem por as mãos no Hulk, sendo assim, tenta evitar o máximo que incidentes voltem a ocorrer. Acompanhamos um pouco de sua rotina até que outro acidente acontece. As cenas que envolvem Bruce são interessantes e até bastante dramáticas, cada vez que ele retorna a si, vemos todo seu isolamento do mundo até reunir forças para tentar sobreviver. Clássico médio e o monstro.

A relação de Bruce e seu fardo não é boa, sua vida é motivada em buscar uma cura e ter uma vida normal. Tratar como fardo até o momento da aceitação, é por onde o filme se sustenta, quando Bruce percebe que pode dar um motivo, uma direção ao seu fardo, ele poderia conseguir controlar, e assim o faz. A cena em que se joga do helicóptero para enfrentar o Abominável, é bonita, pelo fato da aceitação, também engraçada e seria “relembrada” – ou se quiser usar a palavra homenageada, ok” – por Taika Waititi. A última cena do Banner ativando o Hulk mostra muito de sua futura evolução.

Quanto ao vilão… Poderia ser usado depois? Sim. Poderia ser melhor aproveitado? Sim. Mas sabe, eu gosto de como eles usaram o Abominável, visualmente, achei ele bem trabalhado. Gosto bem mais dele do que a armadura do Jeff Bridges. Mas sendo bem analítico, parte do mesmo princípio e funciona pro mesmo motivo: Nascimento do Herói – mas convenhamos, Tim Roth sabe bem fazer vilões, e é bem competente no filme – General Ross também é um grande vilão obsessivo, movendo todo seu exército para capturar Hulk, mesmo que isso custe vidas seja de soldados ou civis.

Visualmente, o Hulk não me convenceu – muito menos o do filme de 2003 – ele parece um modelo fitness, apesar dos efeitos visuais competentes, erraram feio no conceito dele, e felizmente isso seria concertado no futuro.

As cenas de ação, com o Hulk enfrentando os exércitos são boas, cumpre o papel de entreter, enquanto a luta com Abominável poderiam ter um pouco mais de criatividade, porém não se pode condenar o filme por isso.

O Incrível Hulk tem seus problemas, diálogos e situações desnecessárias, algumas piadas mal feitas apesar desse filme ser bem mais sério que Homem de Ferro – exceto a cena em que Tony aparece no final – mas ele cumpre seu papel em introduzir o herói na franquia, dessa vez com selo da Marvel Studios, e se torna um bom filme.

O Incrível Hulk (The Incredible Hulk, 2008)

  • Duração: 114 min.
  • Direção: Louis Leterrier
  • Roteiro: Zak Penn, Edward Norton, Louis Leterrier
  • Elenco: Edward Norton , Liv Tyler , Tim Roth , William Hurt , Tim Blake Nelson , Ty Burrell ,Christina Cabot

O Incrível Hulk (The Incredible Hulk, 2008) | Revisão

6

Nota

6.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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