Operação Red Sparrow (Red Sparrow, 2018) | Crítica

Logo que o primeiro trailer de “Operação Red Sparrow” foi lançado, muitos viram semelhanças entre a personagem de Jennifer Lawrence e Natasha Romanova. Fãs da Viúva Negra, vivida no cinema por Scarlett Johansson, podem ficar tranquilos. Longe de ser um filme de ação, e com o selo da Marvel, o thriller de espionagem tem como base o livro “Roleta Russa”, escrito pelo ex-oficial da CIA, Jason Matthews.

Com a Rússia se mantendo no antagonismo político do mundo real e dos filmes de Hollywood, a história é sobre Dominika Egorova, uma promissora bailarina do Bolshoi que por forças das circunstâncias vai parar em uma escola de espionagem a fim de se tornar uma Sparrow. Tendo como principal arma, a sedução, sua primeira missão envolve se aproximar do agente norte-americano Nate Nash (Joel Edgerton).

O maior atrativo de “Operação Red Sparrow” é, sem dúvida nenhuma, Jennifer Lawrence. Com um papel que joga o tempo todo com ambos os lados da tela, decifrá-la é o que mantém o interesse na lenta trama. O roteiro de Justin Haythe tem o mérito de tornar o expectador mais uma peça em seu jogo. Os russos são pintados num único tom e, por motivos óbvios, o vilão-mor, Vladimir Putin, não tem o nome citado.

Responsável por videoclipes de bandas como Aerosmith e Green Day e das cantoras Jennifer Lopez, Britney Spears e Lady Gaga, Francis Lawrence é um diretor visualmente interessante. Tendo comandado três filmes da saga “Jogos Vorazes” (“Em Chamas” e “A Esperança 1 e 2”), ele confia na força de sua protagonista. O ótimo elenco também conta com Matthias Schoenaerts, Charlotte Rampling, Jeremy Irons e Mary-Louise Parker.

Com uma equipe de produção competente, como o Diretor de Fotografia Jo Willems, o filme tem bons momentos. Explorando o filão dos filmes comerciais para adultos com violência e sexualidade, “Operação Red Sparrow” começa e termina bem. O meio um tanto arrastado, contudo, em suas excessivas 2 horas e 20 minutos de duração, o desequilibra e o impede de se tornar o grande thriller que pretendia ser.

  • Duração: 140 min.
  • Direção: Francis Lawrence
  • Roteiro: Justin Haythe
  • Elenco: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts, Charlotte Rampling, Jeremy Irons, Mary-Louise Parker, Ciarán Hinds, Bill Camp

Moisés Evan

Formado em Jornalismo, acredito na cartilha de "The Post", e também em Publicidade, mas sem a intenção de fazer "Três Anúncios para Um Crime". Como "Lady Bird", ao alçar voo para outras bandas, cheguei até aqui. Tem horas que o mundo parece nos envolver numa "Trama Fantasma" ou nos colocar numa enrascada como em "Dunkirk". Não vou mudar "O Destino de Uma Nação" escrevendo sobre o que mais amo, mas sempre que eu postar, espero que você "Corra!" para ler e não tenha receio de comentar e/ou discordar. "Me Chame Pelo Seu Nome"? Melhor não. Mas pode ser pôr @sr.lanterninha. Vivo num mundo de sonhos e monstros e um dia hei de descobrir "A Forma da Água" em seu estado mais bruto e belo.

%d blogueiros gostam disto: