Peaky Blinders – Quarta Temporada (2017) | Crítica

Dentre 3 temporadas, aprendemos que todas as decisões de Thomas Shelby viriam acompanhadas de consequências, e no season finale da terceira, fomos surpreendidos com uma reviravolta na trama dos russos, que demonstraram ser um pesadelo na vida de Tommy. Ao voltarmos para o quarto ano da série, temos um novo plano de Thomas sendo feito para libertar sua família, e mais uma terrível consequência na sua vida, dessa vez o passado vai bater na porta da família Shelby.

Presenciamos então, a desconstrução da família, após os eventos de quase morte, todos ficaram traumatizados com a situação, e pretendiam se afastar dos negócios sujos, até que vemos uma nova ameaça se aproximando em forma de Vendetta.

Mesmo com a família afastada, Tommy planeja reunir todos em Small heath para ficarem mais protegidos das ameaças que chegariam a Nova York. É quando somos apresentados a Luca Changretta, com Adrien Brody incrível no papel. Luca chega para se vingar da família Shelby e logo no primeiro episódio demonstra o nível de uma máfia italiana, e estabelece suas condições de vingança, em uma reunião com Tommy, onde muita tensão é estabelecida e demonstra mais da influência de Luca.

Se tratando da máfia, o poder de fogo e de estratégia acaba sendo um pesadelo maior na vida de Tommy, onde sofre mais uma perda, e mesmo assim se mantém o mesmo homem. Não haveria locais seguros o suficiente para fugir da mira dos italianos, e a cada episódio vemos mais tensão, e mais ação. Peaky Blinders nunca foi uma série focada em ação ou tiroteios desenfreados, porém essa temporada chega para demonstrar o quanto pode ter qualidade em cenas desse tipo dentro da série, as navalhas nas boinas foram trocadas pelas metralhadoras, em emboscadas de tirar o fôlego.

As comuns reviravoltas dentro da série passam a ser baseadas nas armadilhas que os italianos tentam contra a família Shelby. Enquanto isso, eram estabelecidas subtramas; as greves constantes nas fábricas e o novo investimento em lutas.

Mais uma vez os personagens femininos entregam boas participações, Polly Shelby, traumatiza pelos eventos do inicio da temporada, precisa dar a volta por cima pelo bem da família, mas volta como forma de necessidade, e estando decidida a se afastar de Tommy.

Alfie Solomons se prova um personagem essencial na trama, demonstrando suas loucas filosofias para Tommy, e provando que está do seu próprio lado, suas motivações e escolhas se baseiam apenas no próprio bem-estar, participando de uma cena muito boa no fim da temporada.

Arthur Shelby precisa lutar com suas convicções, o homem que se tornou religioso precisaria voltar a violência para se livrar da culpa e da angustia, outro incrível personagem. O que nos leva a Thomas Shelby, sofrendo duas perdas ao longo da serie e enfrentando seus demônios mais uma vez, Thomas não consegue ter uma noção de paz, atormentado pelos horrores da guerra e mesmo se livrando de todos os seus inimigos, Tommy não consegue descansar, sempre estando ativo para as próximas adversidades, voltando para os negócios mais cedo do que o previsto.

A quarta temporada de Peaky Blinders chega com mais ação e uma incrível trama de vingança, provando ainda ter muita história para contar e ser digna do patamar dos grandes filmes de mafiosos, Tommy e seu plano final é o grande destaque do último episódio. Em sua melhor temporada até aqui, somos surpreendidos com as perdas e com os novos rumos que a série pode tomar, o fim da temporada diz muito sobre o que vem por aí.

Peaky Blinders - Quarta Temporada (2017) | Crítica

10

Nota

10.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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