Polar (2019) | Crítica

Na última década, estivemos presenciando uma nova fase nos cinemas, as adaptações de quadrinhos ganharam mais força com o público com as adaptações de sucesso da Marvel, e logo se tornaram um nicho que seria bem mais explorado durante os anos. Não demoraria para produções mais arriscadas surgirem, como Deadpool, apostando em um público mais adulto, que traria novas possibilidades para esse ramo de adaptações. Polar é mais uma aposta em adaptações de quadrinhos adultos na Netflix, trazendo a história do assassino aposentado Duncan Vizla, que precisa voltar da aposentaria para enfrentar seu próprio empregador, que envia assassinos mais jovens para caça-lo.

Polar acerta no visual super saturado para emular as cores de quadrinhos, além da apresentação por personagem, fica na aparência a sensação de estarmos virando as páginas psicodélicas com personagens extremamente exagerados e caricatos. O filme funciona com o exagero, ele se propõe o tempo inteiro com essa fórmula desde o início, como um clichê que já vimos antes, em filmes como Mandando Bala, com Clive Owen. Em filmes como esse, temos a glorificação da violência sem preocupação com questões sociais ou algo mais importante, além da questão expositiva, como cenas de sexo e corpos expostos sem propósito.

Mads Milkkelsen se esforça na pele de Duncan, que é forçado a sair da aposentaria em uma pacata cidade, para voltar a violência enquanto não consegue dormir pelos pesadelos de missões anteriores. Temos aqui um personagem com erros, e conforme soubemos mais de seu passado, percebemos que não há mudança na frieza em que lida com as situações.

O filme acerta mais em suas cenas de ação, mas é inevitável a comparação com um dos melhores filmes do gênero atualmente, John Wick, em que não consegue chegar tão perto, mas consegue se diferenciar pela frieza de Duncan, que é caçado por um grupo de jovens assassinos, deixando um rastro de sangue na sua caçada. Assim o roteiro de Jayson Rothwell nos poupa dos diálogos expositivos, e mostra de forma mais objetiva essa pequena guerra de Duncan, mas sem deixar de lado as fases clichês de uma aposentadoria que não pode existir.

É interessante assistir os personagens apresentados, com destaque para o que seria o vilão do filme Matt Lucas, com uma veia de comicidade proposital para intensificar ainda mais o absurdo proposto pela história, bem simples, muitas vezes clichê, que diverte bastante o espectador que se interesse por filmes nesse estilo. Polar não vai além disso, é apenas um bom filme de ação, com personagens que beiram o cômico, e uma história que até tenta ir além com uma revelação interessante, mas sem profundidade, que acaba sendo desnecessária. É um filme para entreter, dessa forma ele se sai bem.

  • Duração: 118 min.
  • Direção: Jonas Åkerlund
  • Roteiro: Jayson Rothwell
  • Elenco:  Mads Mikkelsen, Vanessa Hudgens, Katheryn Winnick, Matt Lucas, Anthony Grant, Nia Roam, Anastasia Marinina, Fei Ren, Josh Cruddas, Lovina Yavari, Johnny Knoxville

Polar (2019) | Crítica

6

Nota

6.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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