Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane, 2015) | Crítica

Em Cloverfield – O Monstro, acompanhamos todo medo que rondou o ataque do desconhecido sobre Nova York. 7 anos depois, chegava aos cinemas Rua Cloverfield, 10. Mostrando horror e medo, em uma trama de suspense claustrofóbico.

A Política do medo, que rodeia os cinco cantos do mundo, sobre uma guerra nuclear eminente, não é de hoje, nasceu nos anos 60, espalhando pelo mundo as construções de bunkers. No filme, paranoia se mistura com medo, mostrando que épocas de desespero trazem mais monstros para a superfície.

Em especial, o filme se destaca nas atuações, John Goodman e Mary Elizabeth Winstead são excelentes em seus papéis. Howard era um homem paranoico, que viveu se preparando para o inevitável, até que tudo veio a tona. O problema é separar psicopatia e paranoia, existiam vários sinais de que uma moça foi sequestrada e confinada ali, então não se tratava de um salvador. Michelle, por outro lado, estava fugindo de outro possível confinamento, de um relacionamento complicado, para terminar com outro possível sociopata. 

Destaques para a direção, deixando o espectador buscar por detalhes junto com os personagens, e amplifica o confinamento, por se tratar de um filme com apenas um cenário, o foco fica nas descobertas e reviravoltas, algo bem importante em tramas de fuga.

Meu grande problema com o filme foi o final, que não soube se contentar em mostrar que Michelle finalmente escapou do confinamento, mas quis transforma-la em uma espécie de Sarah Connor, algo dispensável e decepcionante no andamento da história. Até o momento que ela vê que realmente se tratava de um ataque, era o suficiente para o término do filme, o que vem depois disso é muito exagero.

Rua Cloverfield, 10 é um exemplo de como não se deve terminar um filme.

Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane, 2015) | Crítica

  • Duração: 100 min.
  • Direção: Dan Trachtenberg
  • Roteiro: Damien Chazelle
  • Elenco: Mary Elizabeth Winstead , John Goodman , John Gallagher Jr. , Douglas M. Griffin ,Cindy Hogan , Bradley Cooper , Suzanne Cryer

Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane, 2015) | Crítica

Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane, 2015) | Crítica
5

Nota

5.0 /10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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