The Cloverfield Paradox (2018) | Crítica

Esse filme ficou marcado com uma jogada de marketing mais inusitadas da Netflix, durante o intervalo do Super Bowl LII, a mesma, transmitiu o trailer do mais novo filme da franquia Cloverfield, o que ninguém esperava é que o filme fosse disponível no mesmo dia, ou seja, uma divulgação avisando que o filme já estava no catalogo, o que fez eu e muitos correr para assistir. Expectativas… cuidado com elas!

Em 2028, a Terra está sofrendo com uma crise de energia global. As agências espaciais coletivas do mundo lançam a Estação Cloverfield para testar o acelerador de partículas Shepard, o que proporcionaria uma fonte inesgotável de energia para o planeta inteiro, porém, coisas estranhas acabam acontecendo, levando todos os tripulantes da estação em uma missão de salvar suas vidas.

Dirigido por Julius Onah, The Cloverfield Paradox começa muito interessante, com uma energia crescente, e uma trama bem intrigante, mas o filme só começa mesmo, porque se perde em tentar criar conexões forçadas com os dois últimos filmes e utilizar todos os possíveis clichês do gênero, até apelam para jumpscare, um potencial gigante desperdiçado nos dois últimos atos. Até a gravidade não é respeitada.

Os atores parecem figurantes de videogame, não porque são ruins, mas a forma como seus personagens agem ou foram escritos. Todos com o um talento desperdiçado, apenas Gugu Mbatha-Raw demostra um esforço, transmite até que bem uma personagem rodeada por um trauma e vê nessa missão algo para sua redenção e demostrando um senso de liderança, mas suas expressões… grrr!

Daniel Brühl, Zhang Ziyi, David Oyelowo tem seus momentos razoáveis para pior, Elizabeth Debicki poderia facilmente ser retirada do filme e Chris O’Dowd merece, ainda em fevereiro sua indicação para o Framboesa de Ouro de 2019.

Para não dizer que o filme é uma catástrofe, a fotografia e a direção de arte é boa, dando até um ar de nostalgia para filmes da franquia Alien e outros filmes do gênero.

The Cloverfield Paradox começa até bem, mas se mostra fraco e torturante, apresentado todos os clichês imagináveis do gênero, além das conexões forçadas para ligar dos dois primeiros filmes, que potencial desperdiçado J. J. Abrams!

The Cloverfield Paradox (2018) | Crítica

  • Duração: 102 min.
  • Direção: Julius Onah
  • Roteiro: Oren Uziel
  • Elenco: Daniel Brühl, Elizabeth Debicki, Aksel Hennie, Gugu Mbatha-Raw, Chris O’Dowd, John Ortiz, David Oyelowo e Zhang Ziya

The Cloverfield Paradox

2

Nota

2.0/10

Vinicius Chaves

Sou Vinicius, tenho 21 anos e moro em São Paulo desde o meu nascimento. Sou formado em Audiovisual e estou nessa estrada longa e maravilhosa há 7 anos. Dou muito valor para amizades e principalmente minha família e me dedico meu tempo à ver muito filmes e projetar meu futuro como cineasta.

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