The Umbrella Academy – 1° Temporada (2019) | Crítica

Todo ano somos bombardeados com produções sobre super-heróis, seja no cinema ou na TV, o gênero se estabeleceu e ganhou força com o decorrer do tempo e do sucesso que faziam. Porém, poucas produções encaram o lado “ruim” de ser superpoderoso, e o quanto isso pode ser traumático. The Umbrella Academy, nova produção da Netflix, adapta os quadrinhos escritos por Gerard Way e ilustrado por Gabriel Bá, da Dark Horse.

Em 1989 quarenta e três mulheres apareceram inexplicavelmente grávidas, gerando as crianças na mesma hora. Sete delas foram adotadas pelo empresário Reginald Hargreeves, que viria treinar as crianças para se tornar super-heróis. Na trama principal, acompanhamos a reunião dos personagem após a morte do pai, agora na fase adulta e separados, vemos a família reunida, aparentemente apenas para o funeral, até a chegada do Número Cinco, que trás péssimas notícias do futuro.

Esse tipo de narrativa exige escolhas cruciais de elenco, felizmente temos um dos melhores elencos que vi em uma série, e já cravando um dos melhores do ano. Todos os personagens se encaixam em seus atores e a relação entre eles é extremamente bem estabelecida. Alguns se destacam mais do que outros como Klaus, e o Número cinco, muito por conta desse belo trabalho de elenco.

Acompanhamos as relações disfuncionais da família enquanto vemos o quanto cada um lida com seu próprio drama. A série acerta em flashbacks pontuais sem perder muito tempo contando o que aconteceu no passado, o trabalho de montagem nos mostra a origem, e pequenas missões ou acontecimentos do passado que refletem e muito o futuro de cada um, como eles lidam com seus poderem que parecem mais maldições do que outra coisa na vida adulta. Nossos heróis estão quebrados devido a uma criação sem empatia por parte do pai, que os encarava como meros fantoches para sua própria ambição. O grande triunfo é em mostrar o quanto esses personagens tentam encarar um novo propósito, mesmo não estando preparados para isso, com diálogos entre eles que beiram o tragicômico.

Sendo assim, ao decorrer da série acompanhamos os traumas vividos pelos personagens, negligenciados na infância, agora tendo que lidar cada vez mais com o mundo na sua maneira. Todos eles tem um algo a contar, Luther que seguiu acreditando em seu propósito até mesmo na lua, Diego único que seguia atuando como vigilante, Allison que perdeu a guarda da filha devido seus poderes, Klaus que passava o tempo inteiro dopado para evitar seus poderes de se comunicar com os mortos, Número Cinco até então desaparecido, com seus dilemas como agente do tempo e único que saberia do futuro da terra e Vanya, excluída desde a infância por não possuir poderes. Todos esses personagens estão em eterno conflito tentando lidar com suas “maldições” internas.

Fica a missão para personagens secundários preencherem a trama, como Hazel e Cha-cha, dois agentes do tempo, que seguem sendo os primeiros vilões da série, que por seu carisma, também agradam. Assim como a personagem vivida por Kate Wlash, esbanjando segurança em seu papel, onde temos os melhores momentos com Número Cinco.

Demora para vermos o grupo em ação, mas a série capricha nesses termos, a classificação ajuda, e nos entrega ótimas cenas de luta, destacando as cenas envolvendo o Número Cinco. Aí os efeitos visuais se mostram muito bons, acreditamos que alguém pode se teletransportar com fluidez e que um macaco está falando, além dos efeitos do último episódio.

The Umbrella Academy acerta muito em trabalhar essa família disfuncional e dar um objetivo catastrófico para ser resolvido, estamos lidando com um final grandioso como em um filme dos Vingadores, porém, aqui com personagens totalmente deslocados, que precisam se entender como família para poder sobreviver no mundo real ou dentro de si mesmos.

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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