Titãs – 1° Temporada (2018) | Crítica

Estreia do mês de janeiro na Netflix e em outubro na nova empreitada da DC/Warner na TV, com seu próprio serviço de streming chamado DC Universe, Titãs apresenta heróis clássicos, revisitando o antigo e abraçando o novo.

A série se envolveu em polêmicas antes de sua estreia devido ao visual dos personagens, principalmente Estelar, em que uma parcela dos fãs não se agradaram. Visualmente, a série opta por soluções interessantes para identificar cada personagem, sem precisar expor muito para o público com cores espalhadas pela cidade, como foi o caso de Defensores da Netflix/Marvel. Ao invés disso, a série assume bem o visual quadrinhesco de seus personagens, e consegue exibir as cores e referências visuais em cada, sem incomodar, deixando a essência de cada um deles. Por fim, conseguimos lembrar dos quadrinhos a cada cena de luta, ou exibição dos seus poderes.

Na trama, a série não perde muito tempo contando a origem que já conhecemos de cada personagem, é tudo bem desenvolvido, e objetivo, sempre deixando um espaço entre eles, sem precisar de um longo episódio para contar a história. Essencialmente, somos apresentados a personagens que estão perdidos e deslocados do mundo, precisando um do outro para encontrar um propósito. O problema da série é justamente não conseguir passar uma boa relação entre os personagens que vimos nas animações, apelando para as clássicas pequenas reuniões de “mostre-me seu poder” para criar empatia, o que acaba causando o efeito contrário e mostrando-se inútil com o decorrer dos episódios. Os únicos momentos que conseguimos ver os Titãs é em uma cena de luta em toda série. A série acerta em como tratar personagens secundários muito importantes, Donna Troy foi uma excelente surpresa, e esperamos ver muito mais dela na segunda temporada.

Na busca para se entender como equipe os Titãs passam por longas reuniões que não resultam em muita coisa, a série também perde tempo com algumas origens desnecessárias, o que resultou em episódios ruins, mas nada que estrague a experiência. O grande acerto foi sua classificação, a coragem de trazer personagens que conhecíamos para um ambiente violento, sujo, com uma fotografia que apresentava perdição e melancolia, como nas imagens promocionais, com os heróis ainda se encontrando é o grande ponto alto, rendendo ótimas cenas de ação em certos momentos, principalmente quando Robin e a Estelar estão incluídos, é onde vemos todo potencial que teremos no futuro.

Temos um primeiro ano de apresentações e tramas interessantes para os Titãs, com reviravoltas para deixar bastante ansiedade para o próximo ano. A série consegue se assumir cartunesca mas ao mesmo tempo consegue envolver questões mais realistas e até mesmo sombrias, onde a Ravena carrega todo esse peso sombrio, sendo o ponto central da história, sem ter medo de utilizar tudo que sua classificação permite, escontramos momentos bem violentos e acredito que a série só funcionaria assim, pessoas deslocadas de suas realidades buscando sua própria personalidade. A DC conseguiu dar novos ares para suas séries e grandes possibilidades para os próximos shows confirmados, nos resta esperar.

Titãs começou com um ótimo ano, perdeu tempo com algumas escolhas desnecessárias, mas entregaram uma ótima produção e um novo rumo pra DC na tv, basta esperar a próxima temporada e os próximos anúncios. Eles são tudo o que a CW queria ser…

Titãs - 1° Temporada (2018) | Crítica

8

Nota

8.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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