outubro 31, 2020

Titãs – 1° Temporada (2018) | Crítica

Estreia do mês de janeiro na Netflix e em outubro na nova empreitada da DC/Warner na TV, com seu próprio serviço de streming chamado DC Universe, Titãs apresenta heróis clássicos, revisitando o antigo e abraçando o novo.

A série se envolveu em polêmicas antes de sua estreia devido ao visual dos personagens, principalmente Estelar, em que uma parcela dos fãs não se agradaram. Visualmente, a série opta por soluções interessantes para identificar cada personagem, sem precisar expor muito para o público com cores espalhadas pela cidade, como foi o caso de Defensores da Netflix/Marvel. Ao invés disso, a série assume bem o visual quadrinhesco de seus personagens, e consegue exibir as cores e referências visuais em cada, sem incomodar, deixando a essência de cada um deles. Por fim, conseguimos lembrar dos quadrinhos a cada cena de luta, ou exibição dos seus poderes.

Na trama, a série não perde muito tempo contando a origem que já conhecemos de cada personagem, é tudo bem desenvolvido, e objetivo, sempre deixando um espaço entre eles, sem precisar de um longo episódio para contar a história. Essencialmente, somos apresentados a personagens que estão perdidos e deslocados do mundo, precisando um do outro para encontrar um propósito. O problema da série é justamente não conseguir passar uma boa relação entre os personagens que vimos nas animações, apelando para as clássicas pequenas reuniões de “mostre-me seu poder” para criar empatia, o que acaba causando o efeito contrário e mostrando-se inútil com o decorrer dos episódios. Os únicos momentos que conseguimos ver os Titãs é em uma cena de luta em toda série. A série acerta em como tratar personagens secundários muito importantes, Donna Troy foi uma excelente surpresa, e esperamos ver muito mais dela na segunda temporada.

Na busca para se entender como equipe os Titãs passam por longas reuniões que não resultam em muita coisa, a série também perde tempo com algumas origens desnecessárias, o que resultou em episódios ruins, mas nada que estrague a experiência. O grande acerto foi sua classificação, a coragem de trazer personagens que conhecíamos para um ambiente violento, sujo, com uma fotografia que apresentava perdição e melancolia, como nas imagens promocionais, com os heróis ainda se encontrando é o grande ponto alto, rendendo ótimas cenas de ação em certos momentos, principalmente quando Robin e a Estelar estão incluídos, é onde vemos todo potencial que teremos no futuro.

Temos um primeiro ano de apresentações e tramas interessantes para os Titãs, com reviravoltas para deixar bastante ansiedade para o próximo ano. A série consegue se assumir cartunesca mas ao mesmo tempo consegue envolver questões mais realistas e até mesmo sombrias, onde a Ravena carrega todo esse peso sombrio, sendo o ponto central da história, sem ter medo de utilizar tudo que sua classificação permite, escontramos momentos bem violentos e acredito que a série só funcionaria assim, pessoas deslocadas de suas realidades buscando sua própria personalidade. A DC conseguiu dar novos ares para suas séries e grandes possibilidades para os próximos shows confirmados, nos resta esperar.

Titãs começou com um ótimo ano, perdeu tempo com algumas escolhas desnecessárias, mas entregaram uma ótima produção e um novo rumo pra DC na tv, basta esperar a próxima temporada e os próximos anúncios. Eles são tudo o que a CW queria ser…

Titãs - 1° Temporada (2018) | Crítica

8

Nota

8.0/10
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