Vamos Falar de Polêmicas? #04 – Qual a melhor ordem para ver Star Wars?

Um dos grandes questionamentos entre fãs na hora de apresentar a maior saga da cultura pop de todos os tempos a novas gerações que não conhecem ainda. Por qual ordem começar? Parece um discursão de fácil resposta para quem não faz parte do meio, pensando “Ué, pelo início não?”. Com Star Wars não é tão simples assim, é preciso entender uma série de contextos para ter noção do porquê essa não é a escolha ideal. São basicamente 3 tipos principais de ordens a se escolher: A ordem de lançamento, a ordem cronológica e a ordem mista (que pode ter diversas formas). Então, antes de saber qual a melhor entre elas é preciso entender como é cada uma já que a ordem lançamento não é a mesma que a cronológica.

Entendendo a ordem de lançamento:

O primeiro filme nomeado na época de seu lançamento (1977), apenas como “Star Wars” começa a dita primeira trilogia ou trilogia clássica que seria seguida pelos filmes “O Império Contra-Ataca” (1980) e “O Retorno de Jedi” (1983), intitulados assim na época. Mais de 15 anos depois, uma nova trilogia seria lançada, conhecida como trilogia “prequel”, por passar eventos antes da antiga trilogia que seria relançada pouco antes da estreia do primeiro filme dessa nova. Ao serem relançadas, George Lucas criador da saga também os trocou os títulos para ficar coerente de forma cronologia, assim “Star Wars” se tornaria “Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança”, “O Império Contra-Ataca” se tornaria “Star Wars – Episódio IV: O Império Contra-Ataca” e o “Retorno de Jedi” se tornaria “Star Wars – Episódio VI: o Retorno de Jedi”, em outras palavras, os episódios 4, 5 e 6, mesmo sendo lançados primeiro.

Seguindo com a lógica de títulos em 1999, lançava o “Star Wars – Episódio I: A Ameaça Fantasma”, seguido por “Star Wars – Episódio II: O Ataque dos Clones” (2002) e finalizada em “Star Wars – Episódio III: A Vingança dos Sith” (2005). Em 2012, a LucasFilms, produtora de George Lucas que concebeu todos os filmes até então, foi comprada pela Disney que prometeu continuar com a saga clássica em uma nova trilogia denominada “trilogia moderna”, começada em 2015, com “Star Wars – Episódio VII: O Despertar da Força”, além de fazer vários spins offs, histórias paralelas ao acontecimento da saga principal, mas que fazem parte do universo total da franquia. O primeiro deles foi “Rogue One” (2016) e o segundo veio depois apenas do segundo capitulo da trilogia moderna “Star Wars – Episódio VIII: Os Últimos Jedi” (2017) e foi o último filme lançado da saga “Han Solo” (2018), sendo o próximo ao fechamento dessa tal trilogia, já com o título “Star Wars – Episódio IX: The Rise of Skywalker”.

Entendendo a ordem cronológica e o porque ela não é a melhor escolha:

Como separado anteriormente, existe a trilogia prequel, clássica e moderna, sendo essa a ordem cronológica de suas histórias. Os spin offs, “Han Solo” e “Rogue One” se passam entre a trilogia prequel e a clássica, acontecendo nessa ordem na cronologia principal. Ao contrário do que a lógica diz essa não é a ordem ideal por ter de começar com a trilogia prequel. Por mais que ela de certo modo conseguiu à sua maneira imortalizar um apreço a mitologia para uma nova geração na época, ela está muito datada em vários aspectos hoje. Toda a sensação é que sentimento de deslumbre da opera espacial já era questionado e agora é quase inexistente pelo mau envelhecimento e problemas claríssimos que todos os três filmes tem em comum.

Sem isso, boa parte parcela de motivos que tornam essa franquia como algo único é perdida, ainda que seja melhorado no decorrer dessa trilogia, para um leigo é mais provável se encantar com o universo em sua essência original que tem de sobra no clássico. Sem contar que muito do aspecto emblemático cinematográfico de Star Wars, parte da grande virada da história original na qual a trilogia prequel está disposta a explicar. Assim, elas perdem o fator complementário para com suas “continuações” historicamente passadas antes, virando quase spoilers no sentido de entregar informações fundamentais para os outros serem tão marcantes. Assim, pode-se dizer que assisti a primeira vez Star Wars em ordem cronológica e em ordem de lançamento trazem duas sensações completamente diferentes, sendo a segunda mais sustentável na forma de entender o porquê Star Wars mexe tanto com a cabeça das pessoas.

Entendendo a ordem mista e como usa-la.

O mais recomendado como dito é tentar seguir ao curso histórico da franquia e dá para fazer isso mesclando de uma forma cronologicamente diferente que não reduz o impacto da experiência. A várias formas de mescla-la, o ideal é sempre começar pelo episódio 4, pois ele que traz o sentimento da forma mais pura possível, mesmo estando também datado em aspectos técnicos, só o espirito o torna atemporal. Depois pode prosseguir com episódio 5 ou ir direto para Rogue One, para entender a lógica completa do plano do final de episódio 4. Após episódio 5 pode-se ou seguir o curso de lançamento ou começar e ver completa a trilogia prequel, já que a grande reviravolta passou e pode-se assistir o que levou até ela. Fechando a prequel, passe por Han Solo já que também se passa antes da principal, para aí sim fecha-la com episódio 6 e depois seguir o curso da linha normal com os mais recentes episódios 7 e 8. Essa seria apenas um exemplo das mesclas, há varias possíveis, o importante é se for começar Star Wars pela primeira vez que seja preservando tudo que foi construído por ele, caso contrário, não faz tanta diferença e ai vira preferência de cada um.

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