Vamos Falar de Polêmicas? #11 – Remakes e Reboots: Destruindo ou Reconstruindo o Cinema?

Remakes/Reebots são muito malvistos, principalmente pelos mais cinéfilos, por conta de um sentimento saudosista reverberado sobre determinada obra, algo completamente compreensível. Porém, chega a níveis extremos a ponto de generalizar, o que realmente torna essa discussão muito difícil, pois não há como generalizar, é preciso analisar a proposta da obra original, a proposta do remake e ver especificamente em cada, o que funciona e o que não funciona em uma e outra. Não existe uma regra e assim acho muito injusto e principalmente invalido dizer que todo remake ja é ruim de princípio e que eles representam um mal de Hollywood, porque não é verdade.

Os remakes se encaixam em uma regra válida para qualquer análise, “em quantidade, o ruim/comum sempre vai se prevalecer”, até porque é isso que faz com que os melhores se sobressaiam. Então sim, a maioria dos remakes e reboots feitos são sim ruins, o que não necessariamente os coloca como um elemento que destrua Hollywood. Acho que toda proposta de uma nova visão para uma determinada obra é válida, mesmo que muitas das vezes essas não sejam necessárias e ai entra a análise especifica. Por exemplo é preciso fazer remake de “De Volta Para o Futuro”? Não. Por que é um clássico intocável? Não. E sim porque ela continua atemporal até hoje.

Porque no fim o remake tem como finalidade trazer para uma nova geração, em sua roupagem, a história e o significado que aquela obra representa. Nisso, temos o que vai dizer se um remake é bom ou não, que é justamente se a nova consegue transmitir para a atual geração, os mesmos sentimentos que a anterior fizeram para a sua geração. Há grande questão é, são tantas variáveis a se levar em conta que não posso nem dizer que isso seja uma regra, pois vai haver remakes são melhores que o original justamente por se desvincular totalmente dela, como tambem vai haver os remakes terríveis justamente por serem totalmente iguais ao original. O balanço mais geral pode está no equilíbrio entre captar a essência do que foi a obra original e trazer suficientes elementos novos para validar uma nova versão, sejam sutis ou uma visão alternativa do que foi aquela história, porém não é uma regra.

É analisar a proposta por proposta que geralmente muitas são mal vistas por serem realizadas pensando mais no fator mercadológico do que pelo criativo. É algo justificável, tendo em vista que já usará alguma marca consolidada para chamar atenção, para o bem ou para o mal é lucro mais certo do que aposta em filmes originais, principalmente levando em conta que em cada epoca o cinema vive uma nostalgia diferente, assim os estúdios aproveitam o clima de saudade para reviver historias da epoca em que está sendo constantemente relembrada. O problema é que não se pensa em usar isso além da nostalgia e acaba virando um caça niqueis obvio e desnecessário que de certo modo sim, acaba por se tornar um comportamento nocivo em Hollywood por está em grande quantidade, algo que acontece também com continuações por exemplo.

Contudo, é possível até mesmo dentro desse cenario mais industrial e na proposta claramente mais afim nos interesses lucrativos construir obras relevantes se usar esses elementos a favor do filme, como foi o caso de Star Wars: Episodio 7 que usou de maneira certa a nostalgia para os fins lucrativos e como forma de reimaginar o clássico de uma maneira vivida para a nova geração, sendo um sucesso que provocou até uma nova onda de remakes disfarçados de continuações. Como dito, não existem regras, até mesmo em cenários de total dominância de obras medíocres, como por exemplo, as diversas versões americanas de filmes estrangeiros feitas apenas para o público norte americano poder consumir os filmes sem legenda, até mesmo nelas, vão ter as obras que se justificam além desse simples motivo.

Então por mais que tenham casos isolados que de fato representam um mal a indústria, no geral, qualquer remake tem potencial de sair dessas generalizações baratas e se justificarem de modo a serem um bônus para o cinema. É uma discursão com infinitas possibilidades, porem se tem algo que é certo, é que remakes sempre fizeram parte da indústria e mesmo que hoje saiam muitos, é por que mais filmes são lançados e não por que eles são um câncer cinematográfico.

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