Velvet Buzzsaw (2019) | Crítica

Após o sucesso com o excelente O Abutre, Dan Gilroy retoma sua parceria com Jake Gyllenhaal para o filme que mistura suspense com horror, Velvet Buzzsaw.

Ao ver pela primeira vez o trailer, percebemos o mesmo tom satírico que Gilroy já tinha nos apresentado em O Abutre, se nesse filme temos uma sátira sobre o jornalismo policial que beira a obsessão, em Velvet Buzzsaw vemos o mundo artístico pelos olhos do diretor/escritor. Acompanhando vários núcleos da realidade, como um artista em ascensão, o crítico renomado com poder das palavras, o artista veterano que está em busca de algo novo, além de donos de galerias ambiciosos e secretários desprezados. O elenco estrelado cresce os olhos de qualquer um nessa obra, que acaba não sendo tão grandiosa quanto poderia ser.

A exploração desses núcleos são suficientes para entender a mensagem que o filme propõe, existe poder suficiente naquelas pessoas, em um ramo que se tornou totalmente elitizado, destinado aos ricos, para destruir e alavancar carreiras, contanto que isso traga um benefício para si, em meio opiniões, chantagens e muito dinheiro envolvido. No meio de tudo isso, somos envolvidos em uma trama que emula os filmes slasher, com direito a caçadas individuais, onde mortes misteriosas começam a rondar esse grupo depois que pinturas de um autor desconhecido começam a ser vendidas.

Se em O Abutre Gilroy consegue explorar bem a obscenidade no sentido grotesco e absurdo, além da obsessão das situações em que o protagonista se envolvida, em Velvet Buzzsaw o diretor tenta encarar o desconhecido, o horror, mas com pouca inspiração. Nos resta apenas esperar a próxima vítima da entidade que está caçando os envolvidos com sua pintura, onde nem a engenhosidade das mortes chama atenção.

Estamos diante de mais uma estreia na Netflix que tenta ser maior do que promete, trazendo um filme que acerta na sátira, apesar de perder força com o decorrer do filme, e erra na execução que promete no horror, onde poderia explorar mais da insanidade dos personagens perante as imagens, mas acaba gerando apenas cansaço na hora de acompanhar a próxima vítima. Com novos filmes de suspense e terror surgindo que conseguem ir além de tudo isso, fica a impressão de elenco e tempo perdido, onde a única coisa que se salva é a intenção da mensagem, sem deixar de perceber as escolhas ruins do filme.

  • Duração: 113 min.
  • Direção: Dan Gilroy
  • Roteiro: Dan Gilroy
  • Elenco:  Jake Gyllenhaal, Natalia Dyer, Toni Collette, Rene Russo, Peter Gadiot, Zawe Ashton, Tom Sturridge

Velvet Buzzsaw (2019) | Crítica

6

Nota

6.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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