Vikings – 1° Temporada (2013) | Crítica

Depois de vermos a grandiosidade da série fantástica situada na idade média e produzida pela HBO, Game of Thrones, em 2013 foi a vez do History Channel trazer para as telas o seu épico nórdico, agradando tanto a crítica especializada quanto conquistando uma legião de fãs da cultura Viking.

Para quem conhece o canal History Channel, sabe que o mesmo tem foco em acontecimentos históricos e científicos, elaborando documentários para causar imersão com o tema proposto. O maior acerto na série é justamente introduzir a linguagem didática dos documentários, elaborando uma narrativa nas incursões de Ragnar Lothbrok e seus aliados, baseado em eventos verídicos, adicionando a forma lúdica que os nórdicos lidavam com seus deuses.

Na série, acompanhamos Ragnar na busca pelo Oeste, como uma forma de dar novos rumos ao seu povo, sem deixar de demonstrar a ambição pela conquista de novos domínios. Seu relacionamento com a religião ao longo da narrativa, demonstra o quanto Ragnar mais desafia os deuses do que os venera considerando-se, descendente do próprio Odin, enquanto vê os possíveis sinais desses seres grandiosos.

Chegada de Ragnar Lothbrok no reino do Rei Aelle.

Como foi mencionado aqui, a forma didática com que somos apresentados a cultura Viking ajuda bastante o público na interação com a narrativa da série, somos apresentados aos deuses, aos rituais, os costumes e a forma que cada nórdico tinha de encarar tais fatos, e somos ainda mais introduzidos nessa religião, com a chegada do cristão Althelstan, que serve como nosso guia até o final da temporada, vale ressaltar o episódio em que apresentam para ele o Ragnarok, simplesmente excelente.

Contando com uma excelente ambientação da época e dos costumes nórdicos, com uma direção de arte impecável, figurino e um roteiro com os mínimos detalhes para representar o as investidas de Ragnar nos reinos do Oeste, o que conhecemos hoje como Inglaterra. As batalhas são muito bem dirigidas, demonstrando toda a força de combate dos nórdicos perante as forças inglesas da época.

Chegada de Ragnar e seu exército no reino da Nortúmbria.

Ainda citando os pontos fortes desse primeiro ano, temos a dinâmica proposta no choque entre culturas, enquanto cada um tentava entender o modo de vida do outro, Ragnar e Althelstan se desafiavam em longos diálogos sobre os seus deuses, os melhores momentos da série são quando se iniciam os primeiros contatos entre esses dois mundos até então desconhecidos. Rei Aelle e Ragnar travam o que seriam os primeiros contatos da expansão Viking, com sangue e fúria.

O grande desafio da expansão para o Oeste estava internamente, com os questionamentos do Conde Haraldson, que não acreditava nas promessas de Ragnar, isso demonstra os conflitos internos que eram gerados, a lealdade dependia dos interesses pessoais, e os donos dos títulos poderiam ser substituíveis, o que vemos na série é a luta do protagonista pela sua independência, e pela glória de ter o seu nome conhecido por todos.

Temos em tela uma das grandes estreias dos últimos anos, que já conta com 5 temporadas com muitas tramas, traições e reviravoltas na história de Ragnar Lothbrok e sua família. Com qualidade técnica de sobra e uma excelente ambientação, Vikings é uma das melhores séries para conferir e aprender sobre a cultura nórdica.

Rollo e Ragnar Lothbrok.

Vikings - 1° Temporada (2018) | Crítica

10

Nota

10.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

%d blogueiros gostam disto: