Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War 2018) | Crítica

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Foram 10 anos, 17 filmes, muitos acertos e alguns erros, mas finalmente chegamos no tão aguardado evento do estúdio Marvel. Thanos está entre nós, finalmente. É difícil tentar assimilar a grandiosidade do que foi Guerra Infinita, foram anos sabendo que a verdadeira ameaça ainda estava chegando, enquanto nos preparávamos silenciosamente para ela. Nesses 10 anos, vimos os heróis enfrentarem seus medos, e aprender com eles, mas nada comparado ao que estava por vir. A sensação que fica do começo ao fim, é de missão cumprida, a união de todos aqueles anos estavam na nossa frente.

Thanos é usado como peça central do filme, seu objetivo primordial é único; eliminar metade da população do universo, com o poder de todas as Joias do Infinito, trama que move o filme do começo ao fim, e que mostra o quanto Thanos é focado em conseguir atingir seu objetivo. Acompanhamos sua busca pelas Joias, enquanto o filme demonstra pontos chave para humanizar o personagem, fazendo o público se identificar, algo que aconteceu com Killmonger. Não estamos lidando com um simples vilão, que tem como objetivo apenas conquistar, mas sim alcançar uma realização, algo que em sua visão particular, resolveria os problemas de todo universo. Thanos é implacável, forte – mesmo sem as Joias – e feroz, na primeira cena do filme vemos do que ele é capaz para alcançar o que deseja. E além de tudo isso, sobra serenidade no rosto do personagem em determinadas ações, ele é metódico. Uma escolha extremamente corajosa, nova, e bem trabalhada, usar o filme dos maiores heróis da terra, para contar a história do vilão, se tornando o protagonista.

Todas as cenas em que o vilão aparece, são sempre grandiosas, seja por uma batalha logo em seguida, ou por diálogos bem trabalhados, vemos toda a ótima atuação de Josh Brolin na pele do Titã, perfeitamente construído pelos efeitos visuais. Foi entregue tudo que foi prometido acerca do vilão. E suas relações com os outros personagens também são ótimas, principalmente com sua filha adotiva, Gamora.

Guerra Infinita prometia unir tudo que já foi apresentado nas telonas, e cumpriu bem sua missão, vimos encontros e reencontros, de uma forma rápida, sem ficar mundana, ou ruim. Em poucos diálogos eram resolvidos os conflitos que uniriam os personagens, que foram separados em times espalhados na terra, ou no espaço. Tony Stark encontrando Stephen Strange, em uma luta de egos foi interessante, enquanto Thor com os Guardiões, agora responsáveis pelos arcos mais cômicos, também funcionaram separadamente. E por sinal, Thor tem um dos arcos mais interessantes do filme.

Na terra, Steve Rogers e os fugitivos da Guerra Civil, ficaram com a missão de proteger a Joia da Mente, com Visão. Se juntando a Wakanda para oferecer proteção. Os Irmãos Russo provam definitivamente que sabem trabalhar cenas de ação perfeitamente, nenhuma cena no filme fica devendo, todas tem muito cuidado na execução e fazem o público perder o fôlego, temendo pela vida dos heróis. A cada batalha que Thanos participa, a apreensão toma conta da sala. E no clímax, isso fica muito mais claro.

A Fórmula Marvel mais uma vez se torna sua própria armadilha, com piadas mal executadas, momentos cômicos desnecessários e esticados, as vezes estragando momentos dramáticos e mais profundos, apesar da classificação PG13, existem limites para duvidar da capacidade do público.

Os heróis trabalhando juntos é outro presente para os fãs, vemos a junção de poderes, que ficou bem estabelecida na era Joss Whedon, e agora utilizada em cenas de cair o queixo. A relação entre os personagens é harmônica, apesar dos tropeços, quando eles se encontram e estabelecem suas existências, sobra espaço para a duvida e aceitação, e também para o humor, quando bem utilizado.

Vingadores Guerra Infinita é o grande filme do ano, junto com Pantera Negra, e soma mais um grande acerto da Marvel, que nos apresenta tudo que foi prometido por tanto tempo, vimos seu maior vilão nascer, e tentar construir sua idealização de salvação. Os Vingadores nunca enfrentaram um desafio tão grande quanto esse, que ficará na mente dos fãs por muito tempo. Foi simplesmente incrível.

Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War 2018) | Crítica

  • Duração: 150 min.
  • Direção: Anthony Russo , Joe Russo
  • Roteiro: Christopher Markus , Stephen McFeely
  • Elenco: Robert Downey Jr. , Chris Hemsworth , Josh Brolin , Chris Evans , Tessa Thompson ,Scarlett Johansson , Karen Gillan

Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War 2018) | Crítica

9

Nota

9.0/10

Rafinha Santos

Depois de lutar ao lado de Aragorn na Terra Média, enfrentar a Matrix junto com Neo e salvar o planeta de novo junto com Os Vingadores, viajei para uma galáxia muito muito distante, e fiquei recluso no planeta Hoth por muitos anos, até saber que Luke Skywalker foi finalmente encontrado por uma menina chamada Rey. Aparentemente é o tempo dos Jedis acabarem... Porém, durante minha busca pelo último templo Jedi, minha nave deu pane de vim parar em outra galáxia. Nela, todas esses eventos que eu citei são mera ficção, e agora escrevo críticas sobre eles... É como Rick me diria: Não pense nisso!

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