seg. mar 30th, 2020

Frozen II | Crítica

A contemporaneidade intrínseca ao permissividade de criar universos dentro dos momentos musicais diferencia Frozen II, administrando seu encontro temporal com uma história de mitologia que conversa profundamente com o passado em muitas nuances de uma historiografia.

Desde do princípio Frozen arranja sue jornada com fantasia de conto de fadas, então a justificação de uma continuação com base em uma história de ninar parece bem justo. Mas muito além de preservar o aspecto Disney, há uma coragem em utilizar efeitos visuais mais heroicos, realmente não palpáveis para enveredar e evoluir a visão moderna da mulher em Elsa e Anna.

Quando o filme musicaliza o conforto de Arendelle sobre mudança é sua dica linguística, ou quando Olaf, personagem autoconsciente e metalinguístico, ironiza todos os significados de avanço histórico é que fica mais claro a compreensão da roteirista Jennifer Lee em envolver os sentidos contrários da sua história. Revisionar o passado enquanto enverniza a mensagem contemporânea.

Por isso a compreensão do público, por mais que seja até negativa por escolhas muito isoladas em contextos musicais, como a de Kristoff, ou pela falta de energia na tramitação dramática, seja um descostume com a pressa ilógica para moldes realistas implementada no primeiro filme. A dupla de diretores, Jennifer e Chris Buck, dessa vez, tanto pelo estabelecimento dos personagens, quanto por um encontro íntimo com a fantasia de poderes mágicos e elementares, estatizam o a animação para contemplação e conversas objetivas, que se não elevam o drama são peças importantes para que incite os genuínos clips musicais, não só apenas narrativa musicalizada.

No meio dessa narrativa, as artimanhas lógicas para entendimento misterioso da conexão da fantasia com um fato histórico real são metodológicas da maneira mais infantil, embora suficientes para proveito dos poderes de Elsa. A memória, a verdade e oralidade são conceitos usados no estudo histórico, inclusive a música e símbolos. Diante dessa mini aula de Ciências Humanas situa-se novidades culturais dentro do universo de Frozen. Mapas, estátuas de gelo, significados geográficos, o realismo está lá, a representatividade e o reconto da exploração imperialista estão lá, travestidos harmoniosamente com os preceitos fantasiosos de um Conto de Fadas.

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Então nessa sequência dos estúdios Disney, a música “Nada Vai Mudar” que todos os personagens cantam provoca um contraponto narrativo, entretanto também contempla o espírito inicial do estúdio de encantamento com sua própria criação.

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