agosto 10, 2020

Star Wars, Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999) | Crítica

Esse filme é a idealização bem sincera de um diretor que imagina a volta de sua saga com uma premissa política em volta da linguagem infantil para uma grande Saga que se encaixaria na transição do século. Não falta didatismo, simplicidade e objetividade em tratar a descoberta e a ação para o objetivo de alcançar um público mais novo.

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George Lucas se entusiasma com novos termos, com o uso legítimo do maniqueísmo com bases já consolidadas de BEM e MAL, agregando o espírito de criança, que aprendeu com Steven Spielberg, para justificar a lógica idealista de quase tudo. Porém suas maiores dificuldades como diretor oficializam a péssima qualidade de entender realmente a formalização de um filme infantil dentro do seu universo, sobrando um Jar Jar Binks de trilha dentro de fadigantes composições visuais com um CGI servindo para novas possibilidades do universo criado, mas também limitando a interação do imaginável com o “Live Action”.

Poderia ser suportável se Lucas fosse além de seu entusiasmo e conhecimento básico genérico de estrutura cinematográfica para compor a “mise-en-scène”(arranjo geral de uma cena), apesar de alguns sensos criativos envolvendo principalmente Anakin e sua mãe em planos gravados em Tatooine .

Os close ups e tensões nas faces do Jedi por um lado incluem a tranquilidade deles(o que é relevante criar essa ideia para o último ato realmente alarmante) como também mostram a fragilidade de impor os personagens na ação de maneira mais completa. Essas câmeras fechadas tomam um estilo complexo de entender quem são os seres que usam os sabres e que são os melhores em atuação, nada relacionado ao diretor.

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George é impressionantemente um nerd “sem alma” para simpatizar atores a enviar dramatizações, emoções vívidas que não sejam locuções de um roteiro estranho sendo normalizado pela falta de normalidade em se falar. Sim, podia-se até desculpa essa falta de expressividade para que o roteiro de Lucas fosse cru em sua pomposidade de frases religiosas, mas percebe-se que não é isso quando vê-se os atores variados em suas performaces de âmago próprio para ditarem seus próprios ritmos. Uma pena que o ator Jake Lloyd de Anakin não pertence constante a uma linha que não seja robótica.

Por fim, falando de robôs e do tecnicismo agora mais físicamente aplicado ao formato das naves, cria-se muito um sentimento frio, de tempos tão brilhosos como sem vida, prenúncios de uma Ágora Jedi “CGIizada” insegura, paralelamente os Gugans “primitivos” ganham seus postos em Naboo.

Para algo infantil e até desinteressante para crianças, não falta o toque antropológico de George Lucas para ressignificar sua obra de arte de sorte. Falta é óleo no jeito mecânico de gravar algo tão orgânico como Star Wars em toda a sua cúpula de força e espiritualidade. 

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