sex. jan 17th, 2020

Star Wars, Episódio II: O Ataque dos Clones (2002) | Crítica

Vitória?! Vitória, diz você, Mestre Obi-Wan. Não foi vitória. A opressão do lado sombrio caiu sobre nós. Iniciada , a Guerra Clônica está. – Yoda

É digno de atenção o nível de organização que o diretor e roteirista George Lucas consegue colocar no Episódio II. Há aqui uma forte arrumação da montagem e senso de duração das partes que agregam ao ritmo, desde do roteiro mecânico, que permanece ao longo da trilogia, ao CGI gameficado. 

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Durante o filme há muitos exemplos nas escolhas de planos com imagem deslocando muito a atenção para a figura de quem fala do que necessariamente a interpretação dialogal, em que as frases são curtas, diretas, determinantes para a ação subsequente sem mostrar o processo. Assim, usa-se a transição das duas timelimes, do Obi-Wan e do Anakin, boa parte do desenvolvimento do filme, possibilitando dinamismo em uma duração maior de história e equilibrando a descoberta do mal pelo Jedi ativo e o padawan que descobre o mal envolto da paixão.

Quanto ao CGI é possível compreender melhor o espaço e movimentos impossíveis, pois com a computação dentro desse universo criado vai-se embelezando a agilidade do artificial, como um tempo antigo civilizado nunca de fato concreto nesse adjetivo. Por mais “digitalizado” que os personagens ou tempos possam parecer, existem nisso a evidência dos movimentos mais complexos e amplitude da Ágora Jedi.

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Por falar nisso, tudo que remete ao casal Anakin e Padmé lembra Grécia, em que o amor idealizado já consiste apenas no contexto que eles se inserem. Lucas se concentra muito nisso, não num romance realístico. Na verdade, George Lucas talvez nunca tenha demonstrado tanto com essa composição plástica quanto nesse filme a frase de introdução de todos os filmes: “há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante“. 

Então é que chega a vez de captar o principal de mais um episódio da ópera especial: a música. O compositor John Williams cria seu épico romântico com a faixa da trilha sonora “Across the Stars”, contribuindo para a imersão de um romance mais simbólico e melancólico por natureza. O ator Hayden Christensen e a atriz Natalie Portman entregam o desatino com momentos de risadas sobre discussão política temerosa, comentários sobre areia e um balé de raiva e compreensão incondicional. De uma maneira muito direta, sem meios internos de cada um, cada personagem vai amadurecendo e “desamuderecendo”.

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O contador de histórias, George Lucas, não almeja muito, pelo menos duas coisas básicas: mostrar uma senadora humana, idealizada, ingênua, e um padawan da mesma forma. Porém, por mais que se unam há a compreensão de resultados diferentes para a resolução de problemas universais. A democracia e o outro a tirania.

Por tudo, as guerras clônicas começam, várias frases ditas no início são prenúncios para o próprio filme, até mesmo o braço de Anakin. O sentimento de derrota Yoda já determina e George Lucas comenta a imprevisibilidade do espírito juvenil.

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Enfim, a toada de um conflito preso pelos próprios lados opostos dão a cara do filme, a exemplo da “Marcha Imperial”, a faixa musical de John Williams com as tropas clônicas, representando a descoberta no planeta Kamino sobre como a pressa não combina com o modo Jedi, assim como “Across The Stars” representa um casamento, um selo eterno de um relacionamento imediato.

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