agosto 10, 2020

The Matrix Revolutions | Crítica

A reafirmação de um início e um fim como propósito

Seguindo a maneira das Wachowski de extensão e transformação, há uma incorporação métrica da divisão de 3 atos em uma conclusão reafirmada como conclusão de uma ideia arquitetada e subdividida.

A arquitetação é na prova que Matrix é a introdução e explicação dessa proposta como filme em si. A subdivisão é o objetivo de um segundo filme como parte de um longa-metragem de 4h, tripartindo o universo Matrix para concluí-lo didaticamente nessa mesma proposta.

Então há o primeiro ato até gravado de maneira maniqueísta, com dois homens numa maca, apresentando o conflito transcendental/humano mais importante, enquanto uma espécie de ópera espacial é feita para apresentar uma corrida agora de fato contra o tempo, enquanto Zion luta numa guerra de segundo ato completo. Existe mesmo a sensação de gêneros em um filme unidos por um princípio de conclusão de personagens e trama muito bem decidido.

Por isso há a tensão e exercício de ação profunda no mundo real, fora da Matrix, pois tudo que se podia-se aprender na Matrix foi-se colocado na primeira parte. Até certo ponto isso mostra a transformação entro da extensão óbvia de conclusão, mas o que mostra realmente isso é a escolha em um destino esperado.

Volta-se em grande escala de 2 filmes o que o primeiro planejou em 2h. Entre Oráculo de variações em uma invariação de um Arquiteto existe um maniqueísmo sendo criado entre Smith e Neo, a ponto de o ator Hugo Waving nem ser mais necessário como símbolo e sim a negação do alcance messiânico de Neo com o nome de Matrix chamado Sr. Anderson. Até mesmo dentro de uma cena de luta realista os olhos são problematizados e finalizados, como um ponto chave de objetividade de força dramática que há de preparação para o encerramento. Em que nesse mesmo meio existe o acrescento mitológico e a explicação.

Se o maniqueísmo já havia sido desmistificado no primeiro filme dentro do sistema clássico de jornada do herói, mais uma vez acontece esse trabalho de entender isso. O “versus” vira “equilíbrio”, pois a linha tênue de incompreensão do que é escolha e do que é destino é a resposta do início ao fim. O que perfura isso, assim como as máquinas persistentes que escavam Zion, é o amor que une a criatura e o criador.

E o que não é muito citado, mas as irmãs Wachowski escancaram em uma luz luminosa em uma imagem artificial, é como a diversidade do elenco e dos seres que moldam esse universo de filmes de Matrix tornam essa trilogia harmonicamente os assuntos eternos a universalização de nomes e construções técnicas. É meio tecnológico, é meio budista, meio artivista, meio transcendental e muito menos emocionalista. Acaba sendo mais estético, embora fincado em uma virada secular quase que infimamente limitante aos limites.

Advogado de Defesa: 'Matrix Reloaded' e 'Matrix Revolutions'
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